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Setor de carne busca reverter veto da UE às exportações brasileiras

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Setor de carne busca reverter veto da UE às exportações brasileiras

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manifestou preocupação com a interrupção das exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia e afirmou, nesta quarta-feira (2/9), que trabalha para auxiliar o governo na tentativa de reverter a medida.

Segundo a entidade, os esforços estão concentrados na reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a vender produtos de origem animal ao bloco.

A posição ocorre um dia antes da entrada em vigor das novas regras europeias para a importação de animais e produtos de origem animal destinados ao consumo humano .

A União Europeia retirou o Brasil da relação de países habilitados após apontar a falta de garantias consideradas suficientes sobre o cumprimento das normas relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

Em comunicado, a Abiec afirmou que vem atuando com outros setores da cadeia produtiva e fornecendo suporte técnico ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pelas negociações com as autoridades europeias.

A associação informou que as garantias oficiais exigidas pela UE já foram apresentadas pelo governo brasileiro.

Por isso, a expectativa da entidade é de que o país volte a ser considerado apto a exportar para o mercado europeu.

“A prioridade da ABIEC é contribuir para que esse fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível”, afirmou a entidade.

Protocolo Como parte das medidas adotadas pelo setor privado, a Abiec, a Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desenvolveram um protocolo de controle sobre o uso de antimicrobianos.

De acordo com a Abiec, o mecanismo integra as garantias apresentadas pelo Brasil às autoridades europeias e já está sendo implementado na cadeia produtiva.

A entidade afirma ainda que 100% das empresas associadas habilitadas a exportar para o mercado europeu aderiram ao protocolo.

A exigência europeia está relacionada às regras do bloco para o uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais.

Entre as normas estão a proibição do uso dessas substâncias para promover o crescimento dos animais e de determinados antimicrobianos utilizados no tratamento de seres humanos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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