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Weverton nega tentativa de interferência em investigações da PF

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Weverton nega tentativa de interferência em investigações da PF

Polícia Federal investiga atuação do congressista em processo no STJ sobre homicídio no Maranhão; senador diz que nada a ver com o caso

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) negou, nesta 6ª feira (14.ago.2026), que tenha tentado interferir em investigações da Polícia Federal contra ele. Alvo da operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, o senador também é investigado por tentativa de intervenção em um processo no Superior Tribunal de Justiça.

A PF investiga se o congressista tentou influenciar um ministro do STJ, relator de um caso que tem relação com o conselheiro do TCE-MA (Tribunal de Contas do Estado do Maranhão) Daniel Brandão. Nesta 6ª feira (14.ago), o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino retirou o sigilo das decisões em que autorizou as investigações da polícia.

“Eu repreendo qualquer tipo de possibilidade que tente fazer de envolvimento do meu nome na relação com esse caso. Queria aqui apenas lembrar que neste episódio eu era candidato a governador na eleição passada e nem parte do mesmo grupo eu fazia. Portanto, nada eu tenho a ver” , declarou Weverton a jornalistas, depois de gravar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a campanha eleitoral de 2026, em Brasília.

Em 2022, o empresário João Bosco foi morto a tiros por Gilbson Cutrim no Tech Office, um edifício comercial em São Luís, capital do Maranhão. Gilbson , condenado pelo homicídio, disse haver indícios da interferência do senador na progressão do seu regime para o semi-aberto. Dessa forma o caso chegou no STF.

Após diversos recursos, a execução penal de Gilbson foi ao STJ. As informações da PF indicam que Weverton se comunicava de forma regular com o ministro relator do caso.

A PF considerou que o conteúdo acessado no celular do senador demonstrou diálogos sobre encontros pessoais e processos sob a relatoria do ministro do STJ.

Weverton declarou que o diálogo com ministros e outros integrantes dos Três Poderes se dá de forma “institucional dentro do gabinete”.

Segundo o congressista, a investigação contra ele e aliados foi levada ao Supremo após uma “denúncia irresponsável” feita pelo pai de Gilbson.

“Os advogados fazem uma petição em cima de algum processo que já existia e se direciona a um relator. Aí o relator diz: ‘Não, um senador da República está nessa denúncia, então é caso do Supremo’” , disse.

Questionado sobre a relatoria de Dino no STF, Weverton disse para “deixar Deus tocar o coração” do ministro. “Vai de cada magistrado avaliar se vale a pena tudo isso, julgar ou ser relator de qualquer que seja: adversário, aliado, amigo, inimigo. Nós temos uma situação muito delicada no nosso Estado e eu não quero fazer juízo de valor” , afirmou.

Weverton também é alvo da PF nas investigações das fraudes no INSS. Em 4 de agosto, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do congressista. A investigação apura movimentações financeiras suspeitas envolvendo a mulher do senador.

Segundo Weverton, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) foi “extremamente política” . Declarou: “Ali tinha atores.

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