Memorial de Brumadinho lança carta com 5 diretrizes para mineração
A Fundação Memorial de Brumadinho lançou, nesta 6ª feira (14.ago.2026), uma carta dedicada ao futuro da mineração no Brasil.
O documento apresenta 5 diretrizes voltadas à segurança, à memória e à participação social no que chama de “novo ciclo de exploração mineral” que o país atravessa.
O texto pede que a prevenção e a segurança no setor se tornem fundamentos explícitos da política mineral brasileira e que as comunidades impactadas pela mineração sejam ouvidas de forma permanente.
Leia a íntegra da carta (PDF – 546 kB).
O documento apresenta dados oficiais da ANM (Agência Nacional de Mineração): das 910 barragens de mineração cadastradas no Brasil, 85 estão em situação declarada de alerta ou emergência.
Segundo o texto, uma delas ocupa o nível mais grave da escala oficial, que corresponde à ameaça de ruptura iminente ou em curso.
Outras 30 estruturas erguidas pelo mesmo método construtivo da barragem que rompeu em Brumadinho ainda aguardam descaracterização, com prazo legal estendido até 2035.
“Brumadinho não quer ser lembrada apenas pela tragédia, mas reconhecida como o território que transformou dor em consciência pública.
Esta carta é o modo como oferecemos ao país aquilo que aprendemos da forma mais dura” , disse Fabíola Moulin, diretora-presidente da Fundação Memorial de Brumadinho.
AS 5 DIRETRIZES 1ª diretriz – exige que vida e prevenção sejam reconhecidas como fundamentos explícitos de toda estratégia política para a mineração; 2ª diretriz – propõe que territórios atingidos integrem permanentemente a governança do setor, com incentivo à criação de indicadores e estudos periódicos sobre desenvolvimento humano nas regiões impactadas; 3ª diretriz – pede participação democrática de comunidades, trabalhadores, pesquisadores e familiares de vítimas na formulação e no monitoramento das políticas minerais, com poder efetivo sobre as decisões; 4ª diretriz – defende que o fortalecimento da agência reguladora, a fiscalização contínua, os planos de emergência e a responsabilização por falhas recebam a mesma urgência hoje dedicada à atração de investimentos; 5ª diretriz – propõe que museus, memoriais, arquivos públicos e centros de pesquisa sobre tragédias socioambientais sejam reconhecidos como parte da formulação de políticas e da governança do novo ciclo mineral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.