Familiares denunciam falta de água e possíveis irregularidades na alimentação na Penitenciária
Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. (Foto: Reprodução-RR) A Folha recebeu mais de 15 denúncias de familiares de reeducandos da Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (PAMC), em Roraima, relatando uma série de problemas enfrentados por internos da unidade prisional, incluindo a falta de água potável e dificuldades no acesso a itens básicos de higiene e alimentação.
De acordo com os relatos enviados à reportagem nesta quinta-feira (17), detentos estariam há dias — ou até semanas, segundo algumas versões — sem acesso regular à água.
A situação afetaria diferentes alas da unidade, incluindo a ala 14.
“Eles estão sem água para beber e para as necessidades básicas.
Com o calor que está fazendo, não tem condições”, afirmou uma mulher que tem dois filhos custodiados na unidade.
Ela relata ter recebido as informações durante visita realizada na última terça-feira.
Outros familiares também relataram problemas semelhantes, reforçando que a situação não seria isolada.
Segundo os depoimentos, o fornecimento de água ocorreria de forma restrita, sendo liberado apenas em determinados horários, como durante a madrugada.
Além da falta de água, as denúncias apontam possíveis irregularidades na alimentação fornecida aos internos.
Há relatos de comida chegando em condições inadequadas para consumo, incluindo casos de alimentos azedos ou com presença de insetos.
“Disseram que muitos estão comendo comida estragada”, relatou outra denunciante.
Há ainda menções de que refeições levadas por familiares estariam sendo expostas ao sol antes de chegar aos detentos.
Familiares afirmam que, apesar de os internos estarem cumprindo pena, o acesso a água potável e alimentação adequada deve ser garantido.
“Nós sabemos que quem tá ali dentro errou e tem que pagar, mas estamos falando de cumprimento de direitos básicos no sistema prisional, direitos humanos “, completou outra mãe.
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