Ministério Público aciona TSE para barrar Pablo Marçal em debates e impugnar sua candidatura
A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (19) solicitando a rejeição do registro de candidatura do empresário Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República.
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, requisitou uma medida cautelar para impedir imediatamente que Marçal utilize recursos públicos, participe do horário eleitoral gratuito e marque presença em debates televisivos.
A ação será analisada pela ministra Estela Aranha e baseia-se na inelegibilidade prévia do candidato e em irregularidades na filiação partidária.
Marçal teve uma condenação determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) durante a disputa pela prefeitura da capital paulista em 2024.
Na ocasião, o empresário foi punido por uso indevido dos meios de comunicação, após promover concursos que premiavam financeiramente apoiadores que viralizassem seus cortes de vídeos nas redes sociais.
Leia também: Racha na federação tira PSDB e Cidadania da chapa de Raquel Lyra em Pernambuco PT tenta barrar vídeo que une Lula e ACM Neto na Bahia Pesquisa aponta empate triplo na disputa pelo Senado em SP A condenação tornou Marçal inelegível por oito anos, prazo que se encerra apenas em 6 de outubro de 2032.
A PGE reforça que a jurisprudência do TSE é clara ao atrelar o uso indevido dos meios de comunicação à Lei das Inelegibilidades.
Confusão partidária O segundo argumento da Procuradoria expõe um imbróglio nos prazos de filiação.
Para disputar o pleito, a lei exige vínculo partidário de pelo menos seis meses.
Marçal registrou sua candidatura pelo PRTB e conseguiu, em 15 de agosto, uma liminar que reconhece retroativamente sua entrada na sigla em 4 de abril, que é a data-limite prevista pela legislação eleitoral.
No entanto, a PGE apresentou uma certidão do próprio TSE apontando que o empresário consta como filiado ao União Brasil desde 6 de março de 2026.
Para sustentar a denúncia, os procuradores anexaram entrevistas e publicações em que Marçal continuava se declarando membro do União Brasil mesmo após o prazo limite legal.
No material apontado está uma entrevista concedida ao jornal O Estado de S.
Paulo, publicada em 12 de abril e gravada no dia 8 , onde o empresário confirma a filiação ao União Brasil.
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