Lula sobre eleições: "Brasileiros vão decidir entre democracia e negacionismo"
Ao discursar na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sublinhou a relevância do pleito de 4 de outubro.O chefe do Executivo declarou que o eleitorado nacional vai definir a escolha “entre democracia e negacionismo”, além de ponderar se o país vai trilhar “rumo a um futuro de mais oportunidades” ou se vai retornar a “um passado de exclusão”.Lula assegurou que a disputa no Brasil vai ser “transparente e competitiva”, garantida por um sistema eleitoral “moderno e robusto”.
Sem mencionar nomes diretamente, criticou quadros políticos por supostamente se alinharem a interesses internacionais contrários à nação.“Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem desvirtuar o debate público durante a campanha”, pontuou o mandatário.Respeito às urnasEm tom firme, cobrou respeito ao resultado das urnas: “Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular.
A democracia brasileira pertence aos brasileiros.
O Brasil vai continuar sendo um país soberano”, afirmou.As declarações ocorrem em meio a críticas recorrentes do petista a membros da família Bolsonaro, cujo filho Flávio concorre à Presidência pelo PL.
O presidente acusa o grupo de articular ações contra o Brasil junto a autoridades dos Estados Unidos — país onde o ex-deputado Eduardo Bolsonaro mantém trânsito e proximidade política.
Crise no multilateralismoParalelamente às questões domésticas, o pronunciamento abordou a instabilidade geopolítica global e fez duras ponderações ao papel da ONU na mediação de conflitos contemporâneos.
Lula apontou uma grave crise na diplomacia multilateral e cobrou reformas institucionais.“A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra.
A credibilidade nunca esteve tão baixa.
A capacidade de proteger os mais vulneráveis – os que não têm exército, nem arsenais – nunca foi tão pequena.
Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o papel”, declarou.O presidente argumentou que o cenário internacional exige posicionamentos claros dos líderes mundiais perante o avanço de extremismos e a erosão dos acordos coletivos.
“Somos chamados a optar entre: multilateralismo ou unilateralismo; democracia ou extremismo; soberania ou subordinação.
Essas escolhas demandam coragem, vontade política e clareza de objetivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.