Lula 4: O que deve avançar na saúde e quais as demandas do setor
Avanço na oncologia, canetas emagrecedoras e mudança da tabela SUS estão entre as promessas de campanha de Lula, eleito para seu 4º mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito no último domingo, 25, para o seu quarto mandato. Durante seu discurso de vitória, Lula fez acenos ao tratamento de pacientes com câncer, aos cuidados com pessoas idosas e aos hospitais inteligentes no Sistema Único de Saúde (SUS). Também criticou o projeto do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que classificou como “privatização do SUS”.
“Estou convencido que, em breve, o Brasil vai ser o país com maior percentual de tratamento de câncer no mundo”, disse Lula. Em seguida, reforçou a intenção do governo de avançar com os hospitais inteligentes. “Vamos ter 15 UTIs inteligentes no país para não permitir que as pessoas morram por falta de tratamento ou por tempo”, afirmou, em aceno à médica Ludhmila Hajjar, idealizadora do projeto.
Na Saúde, a expectativa é que haja continuidade dos projetos iniciados ao longo dos últimos quatro anos. Diferentemente de outros ministérios, que devem passar por trocas, o Ministério da Saúde deve continuar sob comando do ministro Alexandre Padilha, de acordo com fontes ouvidas por Futuro da Saúde. Por outro lado, há uma expectativa de retorno de Ana Estela Haddad à Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), para dar seguimento a iniciativas, como a interoperabilidade de dados entre o SUS e a saúde suplementar.
Às vésperas do segundo turno das eleições, Padilha disse, em entrevista à Folha, que queria “enterrar a Tabela SUS” no próximo ciclo. O tema é apoiado por santas casas e hospitais filantrópicos, que se mostram abertos a dialogar sobre o tema. Há, ainda, a promessa de campanha de oferecer canetas emagrecedoras à população. O medicamento está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Outros setores, como a indústria farmacêutica e de dispositivos médicos, apontam que alguns projetos iniciados merecem atenção, como as negociações com descontos confidenciais. Para tudo isso, observam que é preciso garantir a ampliação do orçamento da Saúde.
O governo, de forma geral, deve sofrer pressões para reduzir gastos e realizar ajustes fiscais. Também há desafios com o Congresso , que, a partir de 2027, contará com um número ainda maior de deputados e senadores de oposição. Lula terá, inclusive, que indicar novos nomes para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que poderão ser utilizados como forma de negociar com o Legislativo.
Um dos principais projetos da saúde ao longo dos últimos anos foi a aprovação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) em 2023. Ao longo das gestões de Nísia Trindade e de Alexandre Padilha, o Ministério da Saúde vem gradualmente estruturando o tema. Contudo, a velocidade é considerada aquém das necessidades da população.
Sendo o tratamento do câncer uma bandeira do discurso da vitória de Lula, há grandes expectativas sobre o tema.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.