Gilmar reconhece reunião com Vorcaro, mas votou contra Master
O ministro Gilmar Mendes, do STF , reconheceu ter tido uma reunião com Daniel Vorcaro, mas afirmou que votou contra os interesses do Banco Master em um julgamento posterior.
A manifestação ocorreu após diversas reportagens revelarem o encontro, com base nos dados do celular de Vorcaro, e também pagamentos a Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro.
Gilmar afirmou que a audiência com Vorcaro ocorreu no dia 11 de abril de 2024, em seu gabinete no STF, com a presença de advogados do Master.
“Foi realizada na sede do Tribunal, em ambiente institucional, e não em espaço privado”, declarou, em uma alfinetada ao colega André Mendonça, que também recebeu o banqueiro, mas em seu instituto.
Continua após a publicidade O tema do encontro foi uma ação que tratava do pagamento de precatórios para o setor sucroalcooleiro.
Gilmar ressaltou, contudo, que quando o caso foi julgado pela Segunda Turma, em junho de 2025, votou de forma contrária ao que era defendido pelo Master e seguiu a posição da União, contra o pagamento.
Entretanto, ficou vencido, ao lado justamente de Mendonça.
Continua após a publicidade “O voto foi o mesmo em todos os demais casos do setor sucroalcooleiro julgados na Segunda Turma”, diz a nota, que lista outros três julgamentos.
Gilmar ainda declarou não ter tido “conhecimento de qualquer tratativa” entre Chiquinho Feitosa e Vorcaro e que “não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.