Após reunião institucional com Vorcaro, Gilmar votou contra o Master
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, esclareceu nesta sexta-feira (18/9) que somente se reuniu com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os advogados do Banco Master “em ambiente institucional” para tratar de um caso em julgamento na corte.
O decano também ressaltou que votou contra os interesses da instituição financeira naquele processo.
Luiz Silveira/STF Gilmar recebeu banqueiro e advogados em seu gabinete, direito previsto no Estatuto da Advocacia A audiência aconteceu em abril de 2024.
Gilmar recebeu Vorcaro e os advogados em seu gabinete, como autoriza o Estatuto da Advocacia , para falar de um processo que envolvia usinas sucroalcooeiras (ARE 1.327.995).
O Master tinha precatórios dessas empresas, que poderiam perder valor se o STF não validasse ações indenizatórias movidas por elas contra a União.
As informação são da coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo .
O processo foi julgado pela 2ª Turma da corte em junho de 2025, e a tese favorável aos interesses do Master prevaleceu.
Mas Gilmar foi voto vencido contra o pagamento dos precatórios.
A nota enviada pelo gabinete do ministro em resposta à reportagem destaca que o voto foi o mesmo em todos os outros casos do setor sucroalcooleiro julgados pela turma.
“Em nenhum desses processos o ministro votou em sentido favorável aos interesses apontados pela reportagem — inclusive após a audiência mencionada”, diz a nota.
A reportagem também informou que, à época da audiência, Vorcaro tinha um contrato com o empresário e ex-senador Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar.
A respeito disso, o gabinete registrou que o ministro não foi procurado por Feitosa sobre os assuntos do Master e “não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”.
Leia a nota: Resposta do gabinete do Ministro Gilmar Mendes Chiquinho Feitosa é ex-cunhado do Ministro.
O Ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente.
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