Tereza Cristina cobra ajuste fiscal e alerta para crédito rural mais caro
A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, senadora Tereza Cristina (PP-MS), defendeu nesta terça-feira (25), em São Paulo, maior responsabilidade na condução das contas públicas e alertou para os efeitos dos juros elevados sobre o campo.
Durante o Agenda Brasil – Crescimento, Emprego e Competitividade, a parlamentar afirmou que a expansão das despesas amplia a desconfiança na economia e encarece o acesso dos produtores ao crédito rural .
O encontro foi realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Grupo Estado, e reuniu lideranças do setor produtivo, parlamentares, economistas e especialistas para discutir responsabilidade fiscal, qualidade do gasto público, produtividade, geração de empregos e competitividade.
O evento contou com a presença do presidente da CNA, João Martins.
Ao tratar do cenário econômico, Tereza Cristina disse que votou contra o arcabouço fiscal em 2023 por entender que a proposta não garantiria ajuste nas contas públicas.
Segundo a senadora, o modelo permitiu aumento das despesas sem assegurar as receitas necessárias.
Ela também questionou a qualidade dos gastos e afirmou que as despesas avançam acima dos limites criados pelo próprio governo.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Na avaliação da parlamentar, o desequilíbrio fiscal se reflete na taxa de juros e chega diretamente ao setor produtivo.
“O crédito rural está deixando de caber no bolso do produtor”, afirmou.
A senadora associou esse quadro ao aumento do endividamento no campo, em um contexto de safras afetadas por eventos climáticos extremos.
Tereza Cristina defendeu previsibilidade de recursos e ampliação do seguro rural como instrumentos para proteger a renda do produtor e reduzir novos ciclos de renegociação de dívidas.
A senadora também citou a infraestrutura como ponto de atenção e mencionou o baixo nível do rio Tapajós, no Arco Norte, como fator que volta a ameaçar o escoamento da produção.
O vice-presidente da FPA na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), também participou do evento, que debateu produtividade, emprego, competitividade e políticas públicas para o setor produtivo.
No debate promovido pela CNA, a FPA voltou a associar responsabilidade fiscal, crédito, seguro rural e infraestrutura a uma agenda de competitividade para o agronegócio e para a economia brasileira.
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