Insuficiência renal crônica é doença silenciosa; veja os fatores de risco
A insuficiência renal crônica, agora chamada de doença renal crônica (DRC), é a perda progressiva e irreversível da capacidade dos rins exercerem suas funções adequadas por mais de três meses .
A doença é considerada silenciosa, pois, na maioria dos casos, os pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais.
“Os rins possuem uma grande capacidade de compensação e conseguem manter suas funções mesmo quando já houve uma perda significativa da capacidade de filtração.
Em muitos casos, os sinais só aparecem quando mais de 50% a 70% da função renal já foi comprometida ”, afirma Sergio Sloboda, nefrologista e diretor da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT).
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e com a organização internacional Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO), estima-se que cerca de 10% da população mundial apresente algum grau de doença renal crônica.
No Brasil, acredita-se que milhões de pessoas convivam com a condição sem saber.
Fatores de risco para doença renal crônica Os principais fatores de risco, segundo o especialista, são a hipertensão arterial e o diabetes .
Outras condições incluem: idade superior a 60 anos; histórico familiar de doença renal; obesidade ; tabagismo; doenças cardiovasculares; uso frequente e indiscriminado de anti-inflamatórios; cálculos renais de repetição; infecções urinárias recorrentes ; doenças autoimunes, como o lúpus ; apneia obstrutiva do sono .
Também merecem atenção especial pessoas que já tiveram episódios de lesão renal aguda , mesmo que tenham apresentado melhora aparente posteriormente.
“Em termos práticos, qualquer pessoa com diabetes, pressão alta ou antecedentes familiares deve realizar avaliações periódicas da função renal”, aconselha o especialista.
Principais sintomas e como é feito o diagnóstico Nas fases iniciais, como destacado, a doença pode não provocar sintomas.
Mas com a progressão do quadro, podem surgir sinais importantes que devem ser analisados por um médico, a fim de diferenciar de outras doenças.
Entre eles, estão: inchaço nas pernas, nos pés e ao redor dos olhos; cansaço excessivo, fraqueza e falta de ar; falta de apetite, náuseas e vômitos; coceira persistente; cãibras; alterações na quantidade de urina, presença de sangue ou urina espumosa; dificuldade para controlar a pressão arterial.
Com os sintomas, o diagnóstico baseia-se na combinação da história clínica com exames laboratoriais, de imagem e, em alguns casos, imunológicos, genéticos ou até mesmo uma biópsia renal.
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