Camil (CAML3) tem lucro líquido de R$ 41,3 mi, com queda de 47,5% no 2º trimestre
A Camil Alimentos ( CAML3 ) registrou lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre fiscal de 2026, encerrado em agosto, informou a companhia na quinta-feira, 8, depois do fechamento do mercado financeiro.
O resultado representa uma queda de 47,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa havia obtido lucro líquido de R$ 78,7 milhões.
O lucro líquido por ação ficou em R$ 0,12 no trimestre.
A receita líquida recuou 7,2% na comparação anual, passando de R$ 2,98 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2025 para aproximadamente R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2026.
A receita bruta atingiu R$ 3,2 bilhões, com retração de 6 1% na comparação anual.
Leia também Setor de IA deve impulsionar maior parte dos ganhos nos balanços dos EUA no 3º tri Analistas esperam, em média, que os lucros do S&P 500 aumentem cerca de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior no terceiro trimestre, com dois terços desse salto provenientes do setor de tecnologia e das gigantes da IA Em relatório, a Camil informou que o resultado foi afetado pela compressão nos preços médios realizados no segmento internacional, efeito que foi parcialmente compensado pelo crescimento de volume na categoria de alto valor no Brasil.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado somou R$ 225,3 milhões no segundo trimestre fiscal de 2026, queda de 10,1% ante os R$ 250,6 milhões reportados no segundo trimestre fiscal do ano passado.
A margem Ebitda caiu 0,3 ponto porcentual na comparação anual, para 8,2%.
Sequencialmente, contudo, o Ebitda avançou 7,3% frente ao primeiro semestre fiscal de 2026.
O lucro bruto totalizou R$ 681,9 milhões, com expansão de 1,2% ante o segundo trimestre fiscal de 2025, acompanhado por uma elevação de 2,1 pontos porcentuais na margem bruta, que alcançou 24,7%.
O custo das vendas recuou 9,7%, para R$ 2,1 bilhões, impulsionado pela redução de volumes consolidados e queda nos preços da operação internacional.
As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) cresceram 8,9% na comparação anual, para R$ 542,1 milhões (19,6% da receita líquida), puxadas pelo mercado doméstico, que cresceu 19,5%, para R$ 394,3 milhões, enquanto o SG&A internacional caiu 12,1%, para R$ 147,8 milhões.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 127,6 milhões, representando uma melhora de 9,9% na despesa financeira em relação ao segundo trimestre fiscal de 2025.
Segundo comunicado da Camil, a variação anual reflete um impacto positivo não recorrente de R$ 21 milhões decorrente da liquidação de derivativos de açúcar, o qual compensou parcialmente o aumento das despesas com juros de financiamentos e atualizações monetárias judiciais.
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