Carros elétricos aceleram corrida por lítio, cobre e grafita; Brasil busca espaço
As vendas globais de carros elétricos ultrapassaram 17 milhões de unidades em 2024, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).
No mesmo ano, a demanda por baterias para veículos elétricos superou 950 GWh, crescimento de 25% em relação a 2023.
Já em 2025, as vendas globais de carros elétricos ultrapassaram a marca de 20 milhões de unidades, o que representa uma alta de 20% em relação ao ano anterior.
Com isso, os veículos elétricos responderam por um quarto das vendas mundiais de carros novos, segundo a IEA.
Esse avanço amplia a necessidade de minerais, mas em intensidades diferentes.
O lítio e a grafita são fundamentais para as baterias de íons de lítio.
Níquel, cobalto e manganês são utilizados em diferentes químicas de cátodos, enquanto o cobre participa dos sistemas elétricos e da infraestrutura associada à eletrificação.
Terras raras, como neodímio e praseodímio, são utilizadas em ímãs permanentes presentes em determinados motores elétricos.
Apesar da demanda crescente, a cadeia permanece concentrada.
A IEA estima que a demanda por lítio cresça cerca de cinco vezes até 2040 no cenário de políticas atuais.
Para grafita e níquel, a projeção é de aproximadamente o dobro no mesmo período.
A demanda por cobalto e terras raras também deve crescer, enquanto a de cobre deve avançar cerca de 30%.
O desafio está também na concentração geográfica da cadeia.
Em 2025, o país líder no refino dos principais minerais associados à transição energética respondeu, em média, por 70% da oferta refinada, segundo a IEA.
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