Colômbia cancela ligação de internet com o Brasil após troca de presidente
O governo da Colômbia cancelou um projeto de infraestrutura de fibra óptica que previa uma ligação de internet com o Brasil pela Amazônia .
A iniciativa seria instalada no Rio Putumayo, que recebe o nome de Rio Içá ao entrar em território brasileiro, e era considerada estratégica para integrar as redes de telecomunicações dos dois países.
A decisão foi tomada na última terça-feira (18) pela ministra de Tecnologias da Informação e Comunicações da Colômbia, Alexandra Falla , integrante do novo governo de Abelardo de la Espriella, que assumiu a Presidência do país em agosto.
O projeto havia sido desenvolvido durante a gestão do ex-presidente Gustavo Petro.
A proposta previa a instalação de aproximadamente 1.600 quilômetros de fibra óptica pelo Rio Putumayo , além de trechos pelo Rio Amazonas e por terra.
A infraestrutura tinha como objetivo conectar cerca de 100 mil domicílios em regiões amazônicas da Colômbia.
Além de ampliar o acesso à internet em comunidades isoladas, o projeto permitiria conectar a infraestrutura colombiana à Infovia 02 do programa Norte Conectado , no Brasil.
A rede brasileira já alcança a região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
A integração poderia criar um importante corredor internacional de conectividade, com potencial para conectar a infraestrutura amazônica brasileira a redes colombianas e, futuramente, estabelecer uma ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico .
Novo governo aponta riscos e aumento de custos Segundo o Ministério de TIC colombiano, o cancelamento ocorreu após uma análise administrativa, jurídica, financeira, técnica e ambiental.
A pasta identificou incertezas financeiras e riscos técnicos, ambientais e de cobertura que poderiam comprometer os resultados do projeto.
Outro fator foi o aumento significativo do orçamento.
O projeto havia sido estimado inicialmente em 683 bilhões de pesos colombianos , mas a previsão chegou a cerca de 1,4 trilhão de pesos, o que dá aproximadamente R$ 1,9 bilhão — alta de 67%.
O ex-presidente Gustavo Petro criticou a decisão nas redes sociais.
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