‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
O mercado se deparou com um circuit breaker nesta segunda-feira (26).
O motivo foi a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026.
Logo nos primeiros minutos do primeiro pregão após a reeleição de Lula para um novo mandato presidencial, a B3 precisou apertar o "botão do pânico" para conter a derrocada do Ibovespa.
Quando o principal índice de ações da bolsa brasileira cai 10%, o circuit breaker é acionado, interrompendo as negociações por 30 minutos.
Hoje, na prática, as negociações nem sequer chegaram a iniciar no horário de abertura, às 10h.
Primeira vez desde a pandemia O Ibovespa não acionava o circuit breaker desde 18 de março de 2020.
O acionamento anterior do dispositivo ocorreu em meio à pandemia de covid-19.
A ideia por trás do mecanismo é criar um período de pausa para que os operadores "esfriem a cabeça" e consigam equilibrar melhor a oferta e a demanda de ações.
Passados os 30 minutos, as negociações podem retomar normalmente.
No entanto, caso a pausa não seja efetiva e o desempenho siga piorando, há dois outros gatilhos na mesa: Queda de 15%: pausa de uma hora no pregão; Queda de 20%: as negociações são suspensas por tempo indeterminado — a B3 pode, inclusive, encerrar o pregão de maneira antecipada.
Cabe pontuar que essas regras se referem ao mercado à vista.
No mercado futuro, a B3 ampliou, em caráter excepcional nesta segunda-feira (26), de 10% para 15% o limite de queda do Ibovespa futuro e do mini-Ibovespa futuro.
Circuit breaker após eleições 2026 Com 100% das urnas apuradas, o presidente Lula teve 51,79% dos votos válidos ante 48,21% do adversário Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de mais de 4,3 milhões de votos.
O resultado contrariou a maioria das pesquisas eleitorais e a disputa do primeiro turno, em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro encerrou com vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista.
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