Citi manda vender Banco do Brasil (BBAS3) após eleições; veja o que colocar no lugar
A nova rodada de revisões do Citi para o setor financeiro trouxe mais rebaixamentos do que oportunidades.
Após o resultado eleitoral, o banco americano adotou um tom mais cauteloso para ações brasileiras, citando um cenário de maior incerteza fiscal e juros elevados.
A principal vítima foi o Banco do Brasil (BBAS3) .
O Citi rebaixou a recomendação da estatal para venda e cortou o preço-alvo de R$ 22,40 para R$ 15.
Pelas contas do banco, isso representa um potencial de queda próximo de 20% em relação ao fechamento da última segunda-feira (27).
Segundo os analistas, a tese do BB enfrenta desafios crescentes relacionados à qualidade da carteira de crédito, com destaque para o agronegócio, além de uma exposição maior a riscos políticos e regulatórios.
O Bradesco (BBDC4) também não escapou da revisão.
A recomendação foi reduzida para neutra , enquanto o preço-alvo passou de R$ 21 para R$ 16.
Na avaliação do Citi, entre os grandes bancos brasileiros, apenas o Itaú Unibanco (ITUB4) continua merecendo recomendação de compra.
O banco cita a qualidade dos resultados, a disciplina na concessão de crédito e a forte posição de capital como diferenciais em um ambiente mais desafiador.
Seguradoras ganham espaço Se os bancos perderam atratividade, algumas seguradoras passaram a ocupar lugar de destaque.
O Citi elevou as recomendações de Caixa Seguridade (CXSE3) e Porto (PSSA3) para compra, apostando no perfil mais defensivo dessas companhias.
Para os analistas, as duas empresas combinam características bastante valorizadas em momentos de incerteza: lucros resilientes, dividendos atrativos e forte geração de caixa.
“A Caixa oferece um modelo de negócios com baixa necessidade de capital e alta previsibilidade, enquanto a Porto reúne operações diversificadas”, destacou o banco.
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