A doutrina do século 19 que orienta política externa do governo Trump para a América Latina
O governo de Donald Trump exaltou novamente a Doutrina Monroe como uma diretriz para sua política externa no continente americano — mais de 200 anos depois de seu surgimento, em 1823.
Um vídeo de mais de cinco minutos publicado nesta terça-feira (11/08) na conta do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que a "doutrina encontrou seu mais recente defensor em Donald Trump".
Um dos exemplos da aplicação moderna da doutrina durante o governo Trump, segundo o vídeo, foi a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro no início do ano.
"Ao longo de dois séculos, a declaração de Monroe moldou a política externa dos EUA através de diferentes mandatos e em áreas geopolíticas fundamentalmente distintas. O que começou como um alerta às potências europeias evoluiu para uma estrutura de domínio regional — uma base que permanece, até hoje, a pedra angular da conduta americana no hemisfério", diz o vídeo, narrado por Kevin Marino Cabrera, embaixador dos EUA no Panamá.
Afinal, o que é essa doutrina do século 19 que continua tão influente na política externa dos EUA?
Em 1823, no tradicional discurso presidencial do fim do ano no Capitólio, o mandatário fincou sua orientação geopolítica afirmando que qualquer tentativa dos países europeus de levarem seus sistemas políticos "a qualquer porção desse hemisfério seria considerada como um perigo à paz e à segurança" dos EUA.
As independências de várias ex-colônias eram recentes e as disputas imperiais rondavam os territórios.
Assim, a Doutrina Monroe estabelecia que qualquer intervenção europeia no continente americano seria interpretada como uma ameaça à segurança aos EUA — que, por sua vez, comprometia-se a não se envolver em conflitos internos da Europa.
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