Ibovespa engata 7ª alta seguida com Petrobras (PETR4) e petróleo no comando
Ibovespa engata 7ª alta seguida com Petrobras (PETR4) e petróleo no comando O Ibovespa engatou a sétima alta consecutiva nesta quinta-feira (27), sustentado principalmente pelo avanço das ações da Petrobras (PETR4) e pela melhora do apetite por risco no exterior.
Depois de passar boa parte do pregão perto da estabilidade e chegar a operar no vermelho, o principal índice da B3 ganhou força à tarde e fechou em alta de 0,43%, aos 175.329,46 pontos.
Ao longo da sessão, o índice oscilou entre a mínima de 173.660,79 pontos e a máxima de 175.557,63 pontos.
O giro financeiro somava cerca de R$ 20,8 bilhões antes dos ajustes finais.
O petróleo foi um dos principais motores do mercado nesta quinta-feira.
A commodity voltou a subir depois que um projétil atingiu um navio-tanque no Estreito de Ormuz, reacendendo as preocupações com o conflito no Oriente Médio e possíveis impactos sobre a oferta global.
O movimento beneficiou diretamente a Petrobras, um dos papéis de maior peso na carteira do Ibovespa.
As ações preferenciais da estatal avançaram mais de 3% no pregão, ajudando a compensar o desempenho mais fraco de parte do setor financeiro.
Rebecca Nossig, estrategista de ações na Nomad, destaca que o mercado brasileiro passou boa parte do dia em compasso de espera, diante da ausência de grandes catalisadores domésticos.
“O Ibovespa, principal termômetro da bolsa brasileira, passou grande parte da sessão operando próximo à estabilidade, sustentando uma leve variação positiva.
Esse movimento mais lateralizado evidencia a ausência de gatilhos fortes no noticiário doméstico e uma postura defensiva dos agentes financeiros”, afirma.
Cotação do dólar hoje O dólar à vista encerrou esta quinta-feira em alta de cerca de 0,2%, negociado na região de R$ 5,16 .
Segundo Rebecca, a discreta pressão compradora sobre a moeda norte-americana refletiu principalmente ajustes de carteira enquanto os investidores continuam acompanhando o diferencial de juros entre Brasil e economias desenvolvidas.
“Trata-se de um movimento natural de proteção, no qual o mercado busca um equilíbrio cambial enquanto aguarda sinais mais claros sobre a trajetória da inflação global”, explica.
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