Defesa de PM absolvido por triplo homicídio explica porque cliente foi inocentado
A absolvição do policial militar Alisson Santiago dos Santos e de Estevão Iury de Lima, julgados pelo triplo homicídio de Henrique Silva Borges, Jailma Barbosa da Silva, de 27 anos, e Giovanna Vitória Vilena, de 18, causou revolta entre os familiares das vítimas e surpresa na população.
Os três foram mortos em março de 2025, em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).Os dois homens foram inocentados durante julgamento iniciado na quarta-feira, 19, e encerrado nesta quinta-feira, 20, no Fórum Gerson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila.
Embora o Tribunal do Júri tenha reconhecido a materialidade dos crimes, os jurados entenderam que não havia elementos suficientes para condenar os acusados.Em conversa exclusiva com A TARDE, o advogado do PM, Aryldo de Oliveira Paula, sustentou que a investigação apresentou falhas e que não foram produzidas provas técnicas capazes de vincular seu cliente e Estevão às mortes de Henrique, Jailma e Giovanna.“Então assim, Isso daí, me perdoe dizer, foi uma investigação pífia.
Eu tenho mais de 350 jurados feitos, essa investigação foi uma das piores que eu vi.
Aí fala que o crime foi praticado com a pistola 9 mm e o Alisson tinha uma pistola 9 mm.
Aparentemente, tudo se casou, não é? Na verdade, no local do crime não foi encontrado nenhuma cápsula", afirmou o advogado, ao reafirmar a inocência de PM.A acusaçãoSegundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), os homicídios aconteceram por volta das 2h10 de 7 de março de 2025, na casa de Jailma, na Rua Parque Nossa Senhora de Lourdes, no Parque Capuami, bairro de Imbassaí.Ainda conforme a denúncia, o crime teria sido motivado por uma discussão ocorrida durante uma confraternização na noite anterior.
Henrique teria feito, em tom de brincadeira, uma pergunta a Alisson sobre a “Cetrel”, área conhecida por ser associada à desova de cadáveres.
Alisson teria se irritado, ameaçado Henrique e dito que retornaria ao local.Depois da confraternização, os acusados teriam conseguido uma motocicleta emprestada e retornado à residência de Jailma.
Eles estariam armados com uma pistola calibre 9 mm e uma arma branca.
As vítimas teriam sido surpreendidas dentro do imóvel e mortas a tiros e golpes de arma branca.Defesa contesta versão apresentadaO advogado de Alisson contestou a versão de que os dois acusados teriam retornado juntos ao imóvel onde ocorreram os homicídios.
Segundo ele, Alisson e Estevão estiveram inicialmente na casa de Jailma e Raíssa, mas saíram logo em seguida.“No dia dos fatos, Alisson e Estevão foram até a casa de Jailma e da Raíssa.
As duas alugaram a casa.
Giovanna morava ali vizinha.
E acabou sendo convidada por Jailma ir lá.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.