Novas canetas de semaglutida impulsionam queda de preço
Tratamentos com semaglutida ficam mais baratos com avanço da concorrência no mercado
Pouco mais de seis meses após a expiração da patente do Ozempic, da farmacêutica Novo Nordisk, o mercado brasileiro conta com mais oito opções de canetas à base de semaglutida. Elas se somam aos medicamentos à base de semaglutida que já estavam registrados no país, como Ozempic, Rybelsus e Wegovy, da Novo Nordisk, além de Poviztra e Extensior. Atualmente, é possível encontrar opções para o tratamento inicial com canetas de semaglutida entre R$ 300 e R$ 400. Diante dessa nova dinâmica de mercado, as empresas investem em programas de benefícios para pacientes como estratégia para ampliar sua competitividade, enquanto analistas projetam uma tendência de redução dos preços.
Em paralelo, a expectativa por um maior acesso aos análogos de GLP-1 traz de volta o debate sobre possíveis incorporações no Sistema Único de Saúde (SUS). Na última semana, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu, em visita ao complexo industrial da Eurofarma, que esses produtos seriam disponibilizados no sistema. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou que será elaborado um protocolo , com critérios como elegibilidade e alinhamento à fila de espera de pacientes por uma cirurgia bariátrica.
O ministro lembrou que o governo vem construindo essa proposta e que um estudo foi implementado para avaliar o uso da semaglutida em pacientes com obesidade dentro do sistema. O protocolo, do Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), deve acompanhar 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades.
Por outro lado, a incorporação da semaglutida ao SUS já foi avaliada anteriormente pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Há um ano, a Comissão publicou parecer contrário à incorporação de medicamento de semaglutida para obesidade no SUS, resposta a pedido da Novo Nordisk. Uma das justificativas foi o alto custo da medicação. Em novo pedido, a Conitec atualmente analisa a eventual incorporação da semaglutida para prevenção de eventos cardiovasculares graves em pacientes com obesidade com infarto agudo do miocárdio prévio.
Diante da possível incorporação na rede de saúde, Rafael Freixo, diretor executivo da LEK Consulting, pondera sobre o i mpacto orçamentário que isso pode causar para o sistema. Segundo ele, o apelo de consumo pelo medicamento é bastante grande e que não necessariamente atua isolado, mas exige que o indivíduo tenha melhoras de hábitos de vida. “Não necessariamente vou capturar todos os benefícios da perda de peso continuada e sustentável desse paciente. E o sistema público não está preparado para fazer o acompanhamento multidisciplinar desse paciente e garantir que ele está, de fato, mudando de vida”, comenta.
Para ele, esse é um desafio para a incorporação ao SUS. No sistema privado, não é muito diferente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.