Cobre vira trunfo da Vale (VALE3) e pode destravar valor para as ações, dizem BTG e Itaú BBA
A Vale (VALE3) continua encontrando apoio entre os grandes bancos de investimento, mesmo em um momento de preços mais pressionados para o minério de ferro .
Em relatórios recentes, BTG Pactual e Itaú BBA reforçaram suas recomendações positivas para a mineradora, destacando o potencial de valorização das ações, a disciplina na alocação de capital e o avanço dos projetos de cobre.
O BTG manteve recomendação de compra para a companhia, com preço-alvo de US$ 18 por ADR em 12 meses .
Já o Itaú BBA reiterou classificação equivalente a compra (Outperform) e estabeleceu preço-alvo de US$ 18 por ADR e R$ 94 por ação para o fim de 2027 , o que implica potencial de valorização de cerca de 31% .
Apesar de revisões pontuais nas projeções para o minério de ferro, os dois bancos avaliam que o atual patamar das ações não reflete adequadamente os fundamentos da companhia.
Cobre ganha relevância na estratégia Tanto o BTG quanto o Itaú BBA destacam o cobre como um dos principais catalisadores para as ações.
A administração da Vale demonstrou confiança crescente na capacidade de antecipar projetos e aumentar a produção da commodity.
O BTG cita avanços nos projetos Bacaba e Salobo, além de resultados positivos de exploração em Carajás.
Segundo a companhia, existe potencial para superar o plano atual de produção de aproximadamente 700 mil toneladas anuais em 2035.
O principal entrave ao crescimento continua sendo o processo de licenciamento ambiental.
Na mesma linha, o Itaú BBA avalia que a antecipação dos projetos Bacaba e Salobo CPF pode acelerar a percepção de valor do mercado sobre o portfólio de cobre da mineradora.
O projeto Bacaba agora é esperado para entrar em operação no terceiro trimestre de 2027, enquanto o Salobo CPF foi antecipado para o primeiro semestre de 2028, cerca de um ano antes do cronograma original.
Para o banco, a execução antecipada desses projetos pode reduzir a percepção de risco da expansão da companhia em cobre, adicionando uma opcionalidade de crescimento ainda não refletida no preço das ações.
BTG vê Vale como proteção em cenário volátil Após reunião com Thiago Lofiego, diretor de Relações com Investidores, Joint Ventures e Energia da Vale, o BTG afirmou que a tese de investimento segue “na direção certa”, sustentada por entrega operacional consistente e disciplina financeira.
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