Casas Bahia (BHIA3): Hoje nos centavos, ações já valeram quase R$ 500; cenário vai piorar?
As ações da Casas Bahia (BHIA3) enfrentam mais um dia de queda no pregão desta terça-feira (18), após desabar 33% na véspera em reação ao pedido de recuperação judicial e prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
Por volta de 12h (horário de Brasília), as ações caíam 6,82%, cotadas a R$ 0,41.
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O patamar foi atingido em um cenário de “montanha-russa”, que derrubou a taxa básica de juros ( Selic ) para 2% e depois elevou para 15%.
Durante a pandemia de coronavírus, como forma de lidar com os impactos do isolamento social na economia, o Banco Central chegou a abaixar a Selic para a casa dos 2%, um patamar expressivamente baixo e que tende a beneficiar o consumo discricionário, aquele relacionado a bens não essenciais.
Vale recapitular que a Casas Bahia é uma tradicional varejista fundada pelo polonês Samuel Klein, em 1952.
Por meio do carnê e com foco de viabilizar acesso à consumidores de renda mais baixa e se popularizou com o slogan “Dedicação total a você”, o avatar “Baianinho” e lojas físicas espalhadas pelo Brasil.
Apesar da força que criou com o tempo e de uma Selic temporariamente baixa, a pandemia impulsionou um fator que deixou a Casas Bahia para trás: o digital.
O ganho de força dos marketplaces, entrada de players asiáticos, as compras online, tudo combinado a um cenário macroeconômico deteriorado são um ponto de partida para pensar no que ocorreu com a empresa nos últimos anos e a trouxe para uma recuperação judicial.
Na Casas Bahias, otimismo virou pessimismo As dificuldades financeiras na varejista não são de hoje.
A Casas Bahia entrou com uma recuperação extrajudicial em 2024, com R$ 4,1 bilhões em obrigações financeiras para lidar.
Diferentemente da recuperação judicial , a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores.
A ideia é chegar a acordos sobre a reestruturação de dívidas diretamente com os credores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.