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Prefeitura poderá tomar imóveis e terrenos dos proprietários para criar moradias populares

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Prefeitura poderá tomar imóveis e terrenos dos proprietários para criar moradias populares

Regra de Vitória permite arrecadação de imóveis realmente abandonados, mas exige processo, defesa do proprietário e prazo de três anos.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A Prefeitura de Vitória poderá incorporar imóveis privados em situação de abandono ao patrimônio municipal após um processo formal. O novo ReAC também prioriza habitação de interesse social, mas a regra não permite retirar qualquer casa ou terreno apenas por estar vazio.

A medida foi regulamentada pela Prefeitura de Vitória, no Espírito Santo, dentro do Programa de Reabilitação da Área Central, o ReAC. O programa foi instituído pelo Decreto nº 27.034, publicado em julho de 2026.

Segundo a Prefeitura de Vitória , a aplicação inicial se concentra na Zona Especial de Interesse Urbanístico 1, que inclui o Centro Histórico e áreas da região central da capital.

Não. O decreto exige que estejam presentes, ao mesmo tempo, abandono material , ausência de outra pessoa exercendo a posse e elementos que indiquem que o proprietário não pretende mais conservar o bem em seu patrimônio.

Portas arrombadas, lixo acumulado, mato alto, degradação arquitetônica e risco estrutural podem integrar o laudo da fiscalização. Uma residência fechada, mas mantida e utilizada pelo proprietário, não se enquadra automaticamente nessa situação.

Depois da fiscalização, a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação deverá instaurar um processo administrativo. O proprietário cadastrado será notificado e terá 30 dias para apresentar impugnação , documentos e argumentos contra a caracterização de abandono.

Se o abandono for comprovado, poderá ocorrer a arrecadação provisória e o município assumirá a posse direta. Mesmo nessa fase, a transferência definitiva da propriedade ainda não acontece imediatamente.

O Decreto nº 27.034 estabelece prazo de três anos após a arrecadação provisória. Durante esse período, o antigo proprietário ainda pode manifestar interesse em conservar o imóvel e tentar impedir a consolidação definitiva.

O Código Civil brasileiro já prevê que imóveis urbanos abandonados podem ser arrecadados como bens vagos e passar ao município três anos depois. A regulamentação de Vitória detalha como esse procedimento deverá ocorrer na área abrangida pelo programa.

Não de forma isolada. O decreto prevê que cinco anos sem pagar os tributos podem servir para presumir intenção de abandono quando também cessaram os atos de posse . Portanto, dívida tributária por si só não equivale à perda automática da propriedade.

Além disso, terrenos apenas vazios ou subutilizados podem seguir outro caminho. O ReAC prioriza instrumentos como Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios, IPTU Progressivo no Tempo e, somente depois das etapas previstas em lei, determinadas modalidades de desapropriação.

Não.

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