Braskem (BRKM5): subsidiária mexicana pede Chapter 11 nos EUA para reestruturar dívida
Braskem (BRKM5).
Foto: Divulgação A Braskem ( BRKM5 ) informou ao mercado nesta terça-feira (18) que sua subsidiária mexicana, a Braskem Idesa, protocolou um pedido de recuperação judicial do tipo Chapter 11 nos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir a dívida em mais de US$ 920 milhões após acordo prévio com credores e acionistas.
O processo foi aberto no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Sul do Texas.
Por se tratar de um caso prepackaged (pré-negociado), o plano de reestruturação já chegou ao tribunal com o aval de uma supermaioria dos detentores dos bonds, o que tende a acelerar a tramitação.
A Braskem Idesa estima encerrar o processo em 60 a 90 dias, janela que situa a conclusão entre meados de outubro e meados de novembro de 2026.
Como a Braskem Idesa chegou ao Chapter 11 A joint venture entre a Braskem e o Grupo Idesa opera um complexo petroquímico em Veracruz, México, com capacidade de produção de 1,05 milhão de toneladas de etileno por ano e cerca de 1 milhão de toneladas de polietileno por ano.
A crise financeira tem origem no fornecimento de etano, matéria-prima essencial para a produção da planta: os volumes entregues pela Pemex, estatal mexicana de petróleo e fornecedora contratual do insumo, ficaram consistentemente abaixo do contratado, comprimindo receitas e geração de caixa .
Para reduzir essa dependência, a companhia desenvolveu o Fast Track, um terminal marítimo de importação de etano.
Mesmo assim, o custo mais elevado do etano importado pressionou as margens e tornou insustentável o nível de endividamento original, que chegava a cerca de US$ 3,6 bilhões em dívidas totais.
Estrutura da reestruturação da Braskem Idesa O plano prevê a redução da dívida sênior de aproximadamente US$ 2,5 bilhões para cerca de US$ 1,6 bilhão.
A dívida é concentrada em duas séries de bonds: US$ 900 milhões com vencimento em 2029 e US$ 1,2 bilhão com vencimento em 2032.
Parte desse passivo será convertida em participação acionária, mecanismo conhecido como debt-equity swap .
Como parte do acordo, a Braskem aportará US$ 476 milhões na subsidiária, dos quais cerca de US$ 126 milhões já foram disponibilizados antes do protocolo judicial.
O valor remanescente é de aproximadamente US$ 350 milhões.
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