Bebê de 1 ano morre após disputa com plano de saúde por tratamento
Mariah Victoria Soares Galvão passou praticamente toda a vida entre hospitais.
Com cardiopatia congênita grave e atresia das vias biliares, doença que compromete o fígado, a menina precisava de acompanhamento especializado e chegou a ter indicação para transplante hepático.
Paralelamente, a família travou uma disputa judicial com o plano de saúde para garantir transferências hospitalares e o custeio da assistência.
A batalha começou quando Mariah tinha pouco mais de um mês e se estendeu por quase um ano.
Documentos médicos, e-mails e decisões judiciais obtidos pela reportagem mostram determinações para que a criança fosse transferida à Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), onde já era acompanhada.
Na última internação, em maio de 2026, Mariah chegou em estado grave a um hospital de Bragança Paulista (SP).
A médica solicitou transferência em UTI móvel para a BP.
Após horas de tratativas com a Unimed Poços de Caldas, a mãe afirma ter pegado R$ 6 mil emprestados para contratar uma ambulância particular.
A menina chegou ao hospital de referência, mas morreu poucos dias depois, com 1 ano de idade.
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Além da cardiopatia congênita, logo começou a apresentar sinais de comprometimento do fígado.
Um relatório médico de 11 de junho registra que uma avaliação realizada cinco dias antes havia identificado icterícia e alteração da função hepática.
Exames mostravam aumento de bilirrubinas e enzimas hepáticas , além de suspeita de atresia das vias biliares.
A doença impede o fluxo adequado da bile e pode provocar danos progressivos ao fígado.
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