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Economia

Após pedido de RJ, Casas Bahia busca empréstimo de R$ 1 bi e aposta no marketplace

InfoMoney ·
Após pedido de RJ, Casas Bahia busca empréstimo de R$ 1 bi e aposta no marketplace

A Casas Bahia protocolou na noite de domingo um pedido de recuperação judicial com dívidas que somam R$ 17,3 bilhões e um total de 28 mil credores, no que chamou de “a pior crise desde sua fundação”, há 74 anos.

A varejista divulgou no fim de semana, com atraso, um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, patamar 18 vezes acima do resultado registrado no mesmo período do ano passado.

Em um retrato da turbulência, as ações da companhia tiveram a negociação suspensa várias vezes ao longo do pregão de ontem diante da forte oscilação e fecharam em baixa de 33%, a R$ 0,44.

Leia também Casas Bahia é só a ponta do iceberg: 986 varejistas estão em recuperação Recuperações judiciais crescem 20,4% em 12 meses, mas setor tem 686 empresas falidas Casas Bahia: recuperação judicial é para continuidade da operação, diz CEO O executivo afirma que a recuperação judicial garante que as “fortalezas da companhia fiquem preservadas” A varejista fechou 298 lojas, que correspondem a 30% do total, além de ter demitido quase 3 mil funcionários, ou 10% do efetivo.

Nas palavras do CEO Renato Franklin, as lojas fechadas “estavam na UTI”, em referência à rentabilidade menor do que a média do grupo.

Por ora, não estão previstos novos cortes ou encerramento de unidades, mas, caso o cenário macroeconômico se deteriore mais no próximo ano, o executivo afirma que a empresa terá que “voltar para a prancheta para redimensionar”.

“A deterioração das condições econômico-financeiras” do país é justamente a justificativa para a crise apresentada pelo grupo à Justiça.

Analistas ponderam que o cenário macro é fator decisivo para a crise do varejo, afetado pelo cenário de Taxa Selic elevada e endividamento das famílias, mas ponderam que fatores de governança da própria empresa também entram na conta. — A melhora da renda e o desemprego em baixas históricas não estão se traduzindo em crescimento das vendas, e os juros também não ajudam.

Num cenário como esse, empresas que estão muito endividadas ou passaram por desafios de gestão, como Casas Bahia, que tem acumulado dívidas trimestre após trimestre, são as que sofrem, porque não há gordura para queimar — analisa Eduardo Yamashita, sócio-diretor da consultoria Gouvêa Inteligência.

Reposição de estoques Entre os fatores que deflagraram o pedido de proteção contra credores estão notificações de vencimento antecipado de fornecedores, como Hisense e Lenovo, que têm a receber, respectivamente, R$ 134 milhões e R$ 137 milhões.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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