Varejo, inflação, emprego e leilão de Treasuries nos EUA: o que move os mercados
Depois de seis pregões alternando entre leves e fortes perdas que levaram o Ibovespa de volta aos 167 mil pontos, o mercado brasileiro chega nesta quinta-feira, 13, tentando encontrar algum sinal capaz de interromper a sequência de cautela.
A bolsa ainda carrega o peso da saída de capital estrangeiro e das incertezas domésticas em meio às eleições e a trajetória fiscal, enquanto, no exterior, a inflação americana divulgada na véspera trouxe algum alívio para os ativos de risco. A questão agora é se esse respiro será suficiente para mudar o humor dos investidores.
A agenda econômica desta quinta-feira traz dados importantes no Brasil e no exterior. Por aqui, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga as vendas no varejo de junho .
Na leitura anterior, referente a maio, o comércio restrito avançou 0,1% na comparação mensal e 0,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Para junho, a expectativa é de alta de 0,3% na margem e de 2,4% na comparação anual.
Também serão divulgados os dados do varejo ampliado , que incluem veículos, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios. Em maio, o indicador havia recuado 0,2% na comparação mensal e 0,6% em 12 meses.
O IBGE também apresenta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho . Em junho, a estimativa era de uma produção de 347,4 milhões de toneladas.
Ainda no mercado doméstico, o Tesouro realiza, às 11h30, leilão de NTN-F e LTN . O evento ocorre em meio à atenção dos investidores sobre a trajetória dos juros e do risco doméstico após a decisão do Banco Central.
A agenda política também inclui o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de um mandado de injunção que cobra a regulamentação da mineração em terras indígenas. O ministro Luiz Fux comanda ainda uma audiência sobre a execução do acordo firmado em maio para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do FGC para o Banco de Brasília (BRB).
Às 9h30, o foco se volta para os Estados Unidos, com a divulgação do índice de preços ao produtor, o PPI . Em junho, o indicador caiu 0,3% na comparação mensal e acumulou alta de 5,5% em 12 meses. Para julho, as projeções apontam para avanço de 0,2% na margem e de 4,9% em 12 meses.
O núcleo do PPI, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% em junho, enquanto a alta anual ficou em 4,7%. Para julho, as expectativas são de avanço de 0,3% na margem e de 4,2% na comparação anual.
O dado ganha relevância depois de o CPI de julho , divulgado na quarta-feira, ter vindo em linha com as expectativas. A inflação ao consumidor subiu 0,1% no mês, enquanto a alta em 12 meses desacelerou de 3,5% para 3,4%. O núcleo avançou 0,2% e passou de 2,6% para 2,5% em 12 meses.
No mesmo horário do PPI, saem os pedidos de seguro-desemprego. Na última divulgação, os pedidos iniciais somaram 199 mil, com expectativa de 202 mil. Já os pedidos contínuos ficaram em 1,801 milhão, ante projeção de 1,800 milhão.
O mercado também acompanha, às 9h40, o discurso do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin. Além dos indicadores, investidores acompanham o balanço patrimonial do Federal Reserve, que será divulgado às 17h30.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.