Corinthians espera selar acordo com a Caixa hoje e já discute nome da Arena
O Corinthians espera que a Caixa Econômica Federal divulgue uma nota oficial nesta sexta-feira (16) sobre o avanço das negociações envolvendo os naming rights da Neo Química Arena. O presidente Osmar Stabile, inclusive, viaja para Brasília, às 10h, para assinar o "Non-Disclosure Agreement (NDA)", ou seja, um termo de confidencialidade envolvendo as negociações.
A expectativa da diretoria alvinegra é de que o acordo seja selado ainda hoje ou, pelo menos, de que o banco confirme publicamente que as conversas estão em estágio avançado.
A coluna apurou que as tratativas já envolvem, inclusive, a discussão sobre o nome que o estádio passe a adotar caso a operação seja concretizada . Entre as possibilidades estão Arena Caixa ou alguma marca ligada aos produtos e serviços da instituição financeira.
O principal objetivo do Corinthians é utilizar a negociação para quitar a dívida do estádio, estimada em aproximadamente R$ 640 milhões com a Caixa . Pelo modelo discutido, o banco ficaria com os direitos de nomeação da Arena, em uma operação que pode fazer parte de um acordo comercial e financeiro mais amplo entre as partes.
As conversas entre Corinthians e Caixa não se limitam aos naming rights. A proposta em discussão também prevê a participação do banco em outras operações financeiras do clube, com a possibilidade de disponibilização de recursos para a instituição alvinegra.
Entre os pontos tratados está a centralização das operações bancárias do Corinthians na Caixa. A ideia é que a instituição passe a operar a folha de pagamento dos funcionários do clube, incluindo os profissionais que trabalham no Parque São Jorge, no CT Joaquim Grava e na Neo Química Arena.
Outro ponto envolve a criação de produtos financeiros relacionados ao Corinthians, como títulos de capitalização. O Fiel Torcedor também está entre as operações que poderão ser administradas pelo banco, ampliando a relação comercial entre as duas instituições.
A intenção é construir uma parceria que vá além da utilização da marca Caixa no estádio, com diferentes frentes de negócio capazes de gerar receitas e movimentar as operações financeiras do clube.
O clube também aguarda a liberação de R$ 13,5 milhões que ainda estariam retidos pelo banco. O valor corresponde à metade dos R$ 27 milhões previstos em uma operação anterior, relacionada às garantias de pagamento do estádio.
A expectativa da diretoria é de que os próximos passos sejam definidos nesta sexta-feira, com um posicionamento oficial da Caixa sobre o estágio das negociações e as medidas que poderão ser adotadas enquanto o acordo não é concluído.
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