Alarme residencial dispara 23 vezes em dez noites e vizinhos exigem retirada da sirene instalada no muro da divisa
Vinte e três disparos em dez noites colocam em conflito a segurança de uma casa e o descanso de quem mora ao redor.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Marcelo instalou um alarme residencial depois de uma tentativa de entrada em sua garagem, mas animais e oscilações de energia passaram a provocar acionamentos durante a madrugada. Em dez noites, os vizinhos contabilizaram 23 disparos e passaram a exigir a retirada da sirene instalada no muro da divisa.
Eles podem exigir que uma interferência excessiva seja interrompida, mas isso não significa necessariamente retirar todo o sistema. Se regulagem, reposicionamento ou substituição da sirene resolverem o problema, uma medida menos drástica pode ser suficiente.
O direito de Marcelo proteger a residência precisa coexistir com o direito dos demais moradores ao sossego. A análise depende principalmente da frequência, duração e horário dos acionamentos e da possibilidade técnica de evitar falsos alarmes.
O artigo 1.277 do Código Civil permite ao proprietário ou possuidor fazer cessar interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde provocadas pelo uso de propriedade vizinha.
A própria norma determina que sejam considerados a natureza da utilização, a localização do imóvel e os limites ordinários de tolerância da vizinhança. Regras municipais sobre ruído também podem acrescentar critérios específicos conforme a cidade.
O número é relevante porque mostra que não ocorreu um único acionamento acidental. Ainda assim, será importante registrar quanto tempo cada disparo permaneceu ativo e em quais horários ocorreu, especialmente quando os episódios se concentram durante a madrugada.
Também deve ser identificado se os alarmes foram provocados por ameaças reais ou por falsos acionamentos recorrentes . Animais, vegetação e oscilações elétricas podem indicar que o equipamento precisa de ajuste.
Alguns registros ajudam a transformar a reclamação em dados objetivos:
A ocorrência anterior explica por que Marcelo reforçou a segurança e pode justificar a manutenção de um sistema de alarme. Entretanto, uma finalidade legítima não elimina os limites impostos pelos direitos de vizinhança .
Se Marcelo já sabe que o equipamento dispara repetidamente sem invasão, a continuidade do problema passa a exigir providências razoáveis. Esperar a empresa concluir a configuração não impede a adoção temporária de medidas capazes de reduzir o incômodo.
Não automaticamente. A posição junto à divisa pode aumentar o impacto sonoro sobre determinadas casas, mas uma avaliação pode mostrar que reduzir duração, mudar a direção, reposicionar o equipamento ou corrigir os sensores resolve a situação.
Se os falsos alarmes continuarem apesar das correções, uma mudança mais ampla pode se tornar necessária. O objetivo jurídico tende a ser cessar a interferência excessiva, e não simplesmente proibir Marcelo de possuir um sistema de segurança.
Os vizinhos podem registrar os horários, duração e quantidade dos disparos, enquanto Marcelo deve preservar chamados técnicos e tentativas de correção. Esses elementos ajudam a demonstrar se o problema é temporário ou se o equipamento permanece funcionando inadequadamente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.