'Soltamos a besta': como o mundo se dividiu sobre até onde deixar a IA avançar
Um modelo de datacenter Crédito: Divulgação Uma frase ajuda a resumir o espírito dos dias atuais: "Soltamos a besta".
A declaração foi feita por Maliyka Muhammad, analista nova-iorquina de 46 anos, em uma série de entrevistas da agência de notícias AFP com pessoas de oito países e reflete um sentimento que atravessa fronteiras, gerações e ideologias.
Nesta semana, a preocupação com a inteligência artificial (IA) ganhou espaço quase ao mesmo tempo no Vaticano, em Bruxelas, Genebra, na Casa Branca e no Vale do Silício. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já não se discute apenas o que essa tecnologia pode fazer, mas também até onde ela deveria ser autorizada a avançar.
É aí que surge uma divisão no Ocidente: de um lado, os que defendem uma desaceleração diante do risco de perder o controle; de outro, os que acreditam que fazer isso agora significaria ceder terreno à China.
Agora no g1 Esse choque de visões também aparece longe dos gabinetes.
Em Roma, a arquiteta Frida Awrohum usa IA no trabalho, mas admite que ainda sente medo.
Na Indonésia, uma estudante se pergunta se algum ser humano conseguiria responder tão bem quanto um chatbot.
Em Xangai, um empresário teme que as futuras gerações enfrentem "verdadeiras dificuldades" para encontrar emprego.
No Chile, uma jovem de 19 anos acredita que a tecnologia "está nos tornando mais burros".
Nem todos, porém, veem uma ameaça.
O italiano Diego Sermattei, de 18 anos, comemora o fato de a ferramenta resolver pesquisas instantaneamente.
Já a japonesa Konno Hazuki, de 29 anos, não se sente ameaçada porque, segundo ela, a ausência de emoções limita algumas das capacidades que uma pessoa pode oferecer aos clientes.
Mas o debate já não se limita às percepções individuais.
Ele também chegou às instituições religiosas e às grandes empresas de tecnologia, onde uma parcela crescente da discussão gira em torno de quem deve estabelecer os limites e até onde convém permitir que esses sistemas avancem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tecnologia.