Estrangeiros de 20 países viram alternativa para falta de mão de obra em MS
A Sala do Migrante já ajudou a inserir cerca de 2 mil estrangeiros no mercado de trabalho de Campo Grande em 1 ano e 6 meses de funcionamento.
A iniciativa pode ser uma alternativa para amenizar o problema da falta de mão de obra em Mato Grosso do Sul, segundo o superintendente regional do Trabalho, Alexandre Cantero.
Criado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul, o projeto oferece atendimento para regularização de documentos e orientação aos imigrantes, além de serviços voltados à inserção no mercado de trabalho.
Para Cantero, o crescimento econômico do Estado aumenta a necessidade de trabalhadores e torna a integração dos estrangeiros cada vez mais importante.
“Mato Grosso do Sul tem recebido a agroindústria, nós estamos nos tornando um hub logístico, nós temos a Rota Bioceânica que tem a promessa de transformar o cenário econômico.
Eles são imprescindíveis para que haja esse desenvolvimento sustentável.
Com a indústria chegando e a falta de mão de obra, eu percebi que tinha mundos que não estavam conversando”, pontuou em entrevista ao Campo Grande News .
A Sala do Migrante foi criada em fevereiro de 2025 e, desde então, já atendeu pessoas de pelo menos 20 nacionalidades, entre elas da Venezuela, do Paraguai, Gabão, Índia, Egito, Palestina, Síria, Alemanha e Bolívia.
O atendimento inclui a emissão do CPF, orientação para acesso à Carteira de Trabalho Digital, regularização migratória e análise da situação de cada pessoa, considerando, por exemplo, se é refugiada, se vem de um país em guerra ou se está no Brasil por razões humanitárias.
“A demanda é acolher, receber os migrantes que vem de todos os países, emitir o CPF, a carteira de trabalho digital, fazer a regularização conforme a nacionalidade, saber a condição dele, se é refugiado, se o país está em guerra, se é causa humanitária.
Nós somos um estado fronteiriço”, disse.
Além do atendimento, o projeto criou o Espaço do Saber, voltado à qualificação profissional e à oferta de cursos de Língua Portuguesa.
A proposta é facilitar a adaptação e ampliar as possibilidades de inserção dessas pessoas no mercado de trabalho.
Cantero também reforça que a contratação de estrangeiros não significa retirar oportunidades dos trabalhadores brasileiros.
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