CPMI sobre Lulinha esbarra no calendário eleitoral e deve ficar para próxima legislatura
Parlamentares ouvidos pela Jovem Pan defendem a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas avaliam que o calendário eleitoral deve dificultar a instalação e o funcionamento da comissão ainda em 2026.
A avaliação nos bastidores é que, com deputados e senadores mobilizados nas eleições até o fim de outubro, restaria pouco tempo para instalar uma comissão e desenvolver os trabalhos ainda nesta legislatura.
Apesar da dificuldade, fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a movimentação em torno de uma CPMI pode produzir efeitos políticos mesmo sem a instalação neste ano.
Uma das avaliações é que a defesa da investigação pode chegar às negociações para a composição das próximas Mesas Diretoras do Congresso.
O movimento ocorre em meio a novas informações sobre investigações envolvendo Lulinha.
A Polícia Federal apontou em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal que o filho do presidente teria mantido uma “comunhão de interesses econômicos” com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar em tratativas relacionadas a negócios com o governo federal.
A defesa de Lulinha nega irregularidades.
O nome do filho do presidente já havia chegado ao Congresso durante os trabalhos da CPMI do INSS.
Em fevereiro, a comissão aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, medida posteriormente anulada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, em razão do procedimento adotado na votação dos requerimentos.
Sucessão no Senado A possibilidade de novas investigações parlamentares também começa a aparecer nas articulações para a sucessão no comando do Senado.
No campo da direita, pelo menos três nomes estão no radar da disputa: Carlos Viana (Podemos-MG), Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN).
Viana, que presidiu a CPMI do INSS, já declarou publicamente que pretende disputar a Presidência do Senado caso seja reeleito.
“Se reeleito senador, eu vou me colocar como presidente do Senado”, afirmou.
Na mesma declaração, Viana vinculou uma eventual chegada ao comando da Casa à abertura de novas investigações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.