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“Marcação a mercado não é volatilidade, é transparência para o investidor”, diz diretor da BlackRock ao defender ETFs de renda fixa

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“Marcação a mercado não é volatilidade, é transparência para o investidor”, diz diretor da BlackRock ao defender ETFs de renda fixa

Gestores afirmam que o brasileiro precisa evoluir a percepção de investimento em renda fixa para abraçar outros produtos dessa classe de ativos

Por muito tempo, o investidor pessoa física no Brasil viveu em uma "zona de conforto" financeira. Acostumado a taxas de juros altas e retornos certos ao investir em renda fixa pós-fixada atrelada ao CDI , o brasileiro aprendeu a associar investimento seguro à ausência de oscilações na aplicação.

Contudo, para avançar em novos produtos financeiros e na forma de investir — inclusive em renda fixa —, gestores acreditam que o brasileiro precisa "virar a chave do CDI".

Durante um dos painéis do encontro anual sobre índices e ETFs no Brasil 2026, promovido nesta quarta-feira (28) pela S&P Global , os especialistas afirmaram que a renda fixa brasileira está deixando de ser unidimensional para se tornar um universo sofisticado, e a marcação a mercado é o verdadeiro divisor de águas dessa transformação.

Participaram do painel Andrés Kikuchi , diretor executivo da Nu Asset, Cristiano Castro , diretor da BlackRock no Brasil, Cauê Mançanares , CEO e cofundador da Investo, e Isaac Marcovistz , gerente executivo de fundos de renda fixa da BB Asset.

Ao contrário do pensam os investidores iniciantes, as variações diárias no preço dos títulos de renda fixa e nas cotas dos fundos não devem ser encaradas como um inimigo e uma perda financeira.

Castro, da BlackRock, resumiu o papel da marcação a mercado da seguinte forma: "marcação a mercado não é volatilidade, é transparência para você saber exatamente quanto vale aquele ativo e o que está por baixo do preço."

Para ele, superar esse bloqueio cultural e entender o funcionamento real dos ativos é o primeiro passo para o investidor pessoa física proteger seu patrimônio e capturar rentabilidades superiores.

Os especialistas destacaram como a cultura de investimento no Brasil foi moldada por fatores geracionais e problemas econômicos muito singulares. Os juros historicamente altos e a penetração de aplicações como a caderneta de poupança causam distorções sobre o que deve ser uma renda fixa.

Segundo eles, em quase nenhum outro lugar do mundo o investidor encontra retorno real (acima da inflação) expressivo com liquidez imediata sem tomar nenhum risco.

Essa abundância de produtos indexados ao CDI (que acompanha os juros básicos) criou uma dependência dos investidores, segundo os gestores, e alienou a pessoa física de conceitos fundamentais do que é uma renda fixa.

Fundamentos como risco de crédito, maturidade do título, oscilação de preço e taxa por causa das curvas de juros nunca entraram no radar.

Como apontaram os gestores, o pós-fixado é unidimensional e focado apenas no carregamento da taxa diária. Ele não oferece a mesma dinâmica de antecipação e ganho de capital com a valorização como o prefixado ou os títulos atrelados à inflação.

Quando a taxa de juros cai ou a curva de juros se move favoravelmente, o investidor restrito ao pós-fixado deixa de capturar lucros expressivos. Este fenômeno, inclusive, aconteceu recentemente, nos meses anteriores à eleição presidencial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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