Yduqs (YDUQ3): por que ação cai quase 7% se queda do lucro já era esperada?
As ações da Yduqs ( YDUQ3 ) operam em forte baixa nesta sexta-feira (14), após a divulgação de resultados considerados fracos, embora em linha com as expectativas.
Por volta das 11h50, os papéis da companhia recuava 6,61%, cotados a R$ 7,21.
A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$14 milhões no segundo trimestre , queda de 54,2% sobre o desempenho de um ano antes.
Leia mais: Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira Temporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho O Goldman Sachs avaliou que a Yduqs ( YDUQ3 ) apresentou resultados operacionais fracos no segundo trimestre de 2026, mas em linha com o esperado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado cresceu 1,6% na comparação anual, para R$ 400 milhões, enquanto a margem EBITDA avançou 0,2 ponto percentual, para 28,7%.
A receita líquida subiu apenas 1%, para R$ 1,39 bilhão, ficando abaixo da estimativa do banco.
Segundo o Goldman, a pressão de 2 pontos percentuais na margem bruta, decorrente da maturação da Idomed e da mudança no mix da Estácio & Wyden, foi compensada pela redução de 2,2 pontos percentuais nas despesas com inadimplência.
O ensino digital continuou pressionado pelo novo marco regulatório, com queda de 15,2% na receita, enquanto a companhia espera uma base de comparação mais favorável para o DIS (parcelamento próprio) a partir do terceiro trimestre.
Leia também MBRF (MBRF3) sobe mesmo com lucro menor; eficiência e volumes recordes são destaques Destaque positivo ficou para a BRF, cujas margens permaneceram fortes impulsionadas pelas operações internacionais Cemig, Raízen, Azul, MBRF, Embraer e mais ações para acompanhar hoje Veja os principais destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (14) O Goldman Sachs também destacou o consumo de R$ 75 milhões em fluxo de caixa livre no trimestre, embora o valor ajustado por efeitos temporais fosse de R$ 39 milhões negativos, em linha com sua projeção.
Diante da queda de 13% das ações no último mês, ante recuo de 5% do Ibovespa, o Goldman acredita que parte dos resultados mais fracos já estava precificada e espera uma reação neutra dos papéis.
O JPMorgan também classificou os resultados como fracos, com receita 1% abaixo das estimativas do JPMorgan e do consenso, enquanto o EBITDA ajustado ficou 3% abaixo das projeções do banco e do mercado.
O segmento Premium foi o principal destaque negativo, com receita 3% abaixo da estimativa do JPMorgan e EBITDA 5% menor.
O ensino digital também apresentou margens abaixo do esperado, enquanto o segmento Campus registrou rentabilidade superior às projeções.
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