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PT usa ‘currículo’ de Flávio para explorar denúncias de corrupção

O Antagonista ·
PT usa ‘currículo’ de Flávio para explorar denúncias de corrupção

Peça de campanha chama senador de ‘o pior dos Bolsonaros’ e reúne caso das rachadinhas, relação com Daniel Vorcaro e homenagem a Adriano da Nóbrega

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A campanha do presidente Lula decidiu transformar o histórico de controvérsias envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) em uma espécie de currículo eleitoral para atacar o principal adversário do petista na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em uma das peças, o PT apresenta uma ficha com o título “Currículo — Flávio Bolsonaro” e enumera quatro episódios relacionados ao senador. O material termina com a frase “Flávio, o pior dos Bolsonaros” e convida o eleitor a acessar o site criado pela campanha para reunir informações negativas sobre o candidato.

A estratégia já havia sido antecipada pela campanha petista e faz parte de uma ofensiva para elevar a rejeição de Flávio.

O primeiro item da peça chama Flávio de “funcionário fantasma aos 19 anos” e afirma que ele teria iniciado a carreira como funcionário fantasma de um gabinete em Brasília. Em seguida, o material cita a investigação sobre a chamada rachadinha em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Flávio chegou a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio no caso, mas decisões relacionadas à investigação foram posteriormente anuladas pelo Superior Tribunal de Justiça.

O segundo tópico é apresentado sob o título “Denunciado por organização criminosa” . A peça faz referência ao caso das rachadinhas e às acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa que atingiram Flávio. A formulação, contudo, simplifica um processo que teve desdobramentos judiciais e decisões posteriores favoráveis ao senador.

O terceiro ataque é dirigido à relação de Flávio com Adriano da Nóbrega, ex-PM suspeito de chefiar o Escritório do Crime e apontado como liderança de uma milícia no Rio. O material do PT afirma que o senador “homenageou um matador de aluguel”, numa tentativa de aproximá-lo do universo das milícias fluminenses. A homenagem a Adriano também aparece entre os elementos que a campanha de Lula decidiu explorar nas inserções eleitorais.

É, porém, o quarto item que concentra a ofensiva mais recente: “Pediu 134 milhões do Banco Master”. A referência é ao episódio envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

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