Pacheco troca Senado pelo TCU e segue no centro do poder em Brasília
Rodrigo Pacheco (PSB-MG) pode estar se despedindo das urnas, mas seguirá ocupando um espaço privilegiado em Brasília.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2), por 404 votos a 61 , a indicação do ex-presidente do Senado para uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU).
Depois de desistir de disputar o governo de Minas Gerais e sinalizar o fim da carreira eleitoral, Pacheco troca o mandato parlamentar por um posto de grande influência na estrutura do Estado.
A indicação será promulgada pelo Congresso.
A chegada do senador ao TCU tem como principal articulador Davi Alcolumbre (União-AP) , presidente do Senado.
Foi ele quem acelerou a movimentação após Bruno Dantas anunciar sua saída antecipada do Tribunal.
Na terça-feira (1º), o Senado aprovou Pacheco em uma votação relâmpago, diretamente no plenário e sem análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
No dia seguinte, a Câmara completou o processo.
O TCU não era o primeiro destino planejado por Alcolumbre para Pacheco.
O senador chegou a trabalhar para emplacar o aliado no Supremo Tribunal Federal (STF) após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Lula (PT) , porém, escolheu Jorge Messias, que acabou rejeitado pelo Senado.
O episódio provocou uma crise entre o presidente e Alcolumbre, que só recentemente retomaram o diálogo.
A reaproximação ocorre justamente quando o governo busca apoio no Congresso para pautas prioritárias, como o fim da escala 6×1 , a PEC da Segurança Pública e o fim da chamada “taxa das blusinhas”.
Advogado, ex-deputado federal e senador desde 2019, Pacheco ganhou projeção nacional ao assumir a presidência do Senado em 2021, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) .
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