Suzano (SUZB3) quer reduzir dívida a US$ 11 bilhões e prevê dividendo mínimo; entenda o plano
Suzano (SUZB3) quer reduzir dívida a US$ 11 bilhões e prevê dividendo mínimo; entenda o plano A Suzano (SUZB3) pretende adotar uma postura mais conservadora para reduzir seu endividamento nos próximos anos.
A companhia estabeleceu como meta levar a dívida líquida para US$ 11 bilhões e diminuir a alavancagem financeira para menos de 2,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado.
As metas aparecem na apresentação preparada pela empresa para a J.
Safra Investment Conference 2026, realizada nesta terça-feira (22).
O documento foi disponibilizado no site de Relações com Investidores da Suzano .
No encerramento do segundo trimestre de 2026, a dívida líquida da companhia estava em US$ 12,8 bilhões, enquanto a alavancagem atingia 3,4 vezes.
A antiga meta previa reduzir o endividamento para US$ 12 bilhões, mas a empresa decidiu apertar esse limite em mais US$ 1 bilhão.
Considerando os últimos 12 meses encerrados em junho, a Suzano registrou receita líquida de aproximadamente US$ 9 bilhões e Ebitda ajustado de US$ 3,8 bilhões, com margem de 42%.
Como a Suzano pretende reduzir a dívida? O plano de desalavancagem combina medidas operacionais e financeiras.
A companhia pretende diminuir seu desembolso operacional total, conhecido pela sigla TOD, melhorar a administração do capital de giro e avaliar a venda de ativos considerados não estratégicos.
A política também envolve maior controle sobre a distribuição de recursos aos acionistas.
Enquanto estiver concentrada na redução da dívida, a Suzano prevê o pagamento do dividendo mínimo obrigatório e uma postura mais seletiva em relação a programas de recompra de ações .
A empresa também pretende reduzir investimentos discricionários, que são projetos que podem ser adiados ou reavaliados sem comprometer a continuidade das operações.
“O plano de desalavancagem inclui redução do desembolso operacional total, otimização do capital de giro, venda de ativos não essenciais, pagamento do dividendo mínimo, recompra de ações mais seletiva e redução dos investimentos discricionários”, informa a Suzano na apresentação.
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