Dona do Jack Daniel’s perde bilhões e abre crise entre herdeiros e conselho
Semanas depois de a companhia Brown-Forman Corp. anunciar que havia encerrado as negociações para um acordo com o grupo de bebidas Pernod Ricard SA, dois integrantes da família que controla a dona do uísque Jack Daniel’s redigiram uma carta ao conselho de administração.
A avaliação foi contundente.
W.
L.
Lyons Brown III, descendente da família fundadora da Brown-Forman, e seu irmão Stuart Brown, ex-conselheiro da companhia, criticaram duramente o conselho pela deterioração dos resultados, práticas de remuneração questionáveis e a negociação malsucedida com a Pernod Ricard.
Os dois Browns foram especialmente críticos em relação a Lawson Whiting, CEO da Brown-Forman, escrevendo que ele “acumula um histórico de três anos marcado por desempenho operacional ruim, transações fracassadas e aumentos significativos em sua remuneração pessoal, mesmo enquanto as ações permaneciam deprimidas e funcionários eram demitidos”.
A carta é datada de 10 de julho.
Três dias depois, a Brown-Forman anunciou que Whiting havia decidido se aposentar.
A correspondência oferece um vislumbre das tensões dentro de uma família cujo antepassado fundou, há 156 anos, a primeira empresa a vender uísque em garrafas de vidro lacradas.
No auge, em 2020, a Brown-Forman chegou a valer US$ 38 bilhões.
No início deste ano, o valor de mercado da fabricante do uísque Woodford Reserve, da tequila Herradura e do rum Diplomático caiu para até US$ 10,5 bilhões.
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“Esse declínio ocorreu diante dos olhos do público, com falta de responsabilização da administração, e analistas importantes continuam rebaixando a recomendação para as ações.” Um porta-voz da Brown-Forman afirmou que a companhia “leva a sério o feedback de todas as partes interessadas e mantém regularmente um diálogo construtivo”.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.