Após nova operação, Nelson Wilians se afasta da gestão de escritório
O advogado Nelson Wilians anunciou nesta sexta-feira, 14, que irá se afastar do comando do escritório que leva seu nome, o NWADV.
Alvo de uma operação da Polícia Federal que mira um grupo que lavava dinheiro por meio de casas de apostas, Wilians disse que seu afastamento “permitirá que ele acompanhe os desdobramentos da apuração em curso e permaneça à disposição das autoridades para os esclarecimentos que se fizerem necessários” ( leia a íntegra ao final ).
O afastamento é por prazo indeterminado e o escritório, que tem filiais espalhadas por todo o Brasil, vai ser gerido por um comitê.
“A partir desta data, a administração da NWADV passa a ser exercida por um Comitê Executivo, que será responsável por assegurar a continuidade das operações, a governança institucional e o relacionamento com clientes, colaboradores, parceiros e demais públicos de interesse”, diz outro trecho da nota.
Nesta quinta-feira, 13, os endereços do advogado foram vasculhados em uma operação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público que mirava um grupo suspeito de lavar dinheiro por meio de bets .
A organização criminosa usava empresas no Brasil e no exterior para dar um ar de “legalidade” para as transações ilegais.
Essa não é a primeira vez que Wilians entra na mira da Justiça.
Ele foi um dos investigados da CPMI do INSS , chegou a prestar depoimento e quase terminou indiciado.
O relatório final, escrito pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL) — que agora é vice de Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência –, não foi aprovado.
A conclusão do inquérito criminal, conduzido pela PF, não colocou o advogado entre os indiciados.
Continua após a publicidade Em julho, os endereços de Nelson Wilians foram vasculhados em uma outra operação, de âmbito estadual.
Ele é suspeito de fazer parte de um esquema que vendia créditos falsos de ICMS , usados para reduzir a carga tributária, gerando um prejuízo para os cofres públicos que podem ter chego a R$ 3,8 bilhões.
Leia a íntegra da nota divulgada por Nelson Wilians Publicidade
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