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Economia

Como os mercados vão abrir nesta segunda após a reeleição de Lula?

InfoMoney ·
Como os mercados vão abrir nesta segunda após a reeleição de Lula?

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve provocar uma reação negativa dos mercados brasileiros no curto prazo, segundo avaliação de analistas e pesquisas com investidores.

A expectativa é de pressão sobre o Ibovespa, alta do dólar e avanço dos juros futuros, em um movimento de reprecificação dos riscos fiscais e das perspectivas para as contas públicas.

Durante a noite, logo após a confirmação da reeleição de Lula, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado nos Estados Unidos e que replica o índice MSCI Brazil, operava com forte queda de quase 20% no aftermarket .

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o mercado vinha incorporando nos preços a possibilidade de uma mudança na condução da política fiscal, com maior controle dos gastos públicos.

Com a vitória de Lula, investidores devem rever essas expectativas, especialmente diante de um cenário em que o presidente não conta com maioria própria no Congresso.

“A expectativa é de uma semana de maior cautela, com o Ibovespa pressionado, dólar em alta e juros futuros subindo”, afirma.

Segundo o especialista, o principal receio dos agentes financeiros é a continuidade do crescimento da dívida pública sem medidas consideradas suficientes para sua estabilização.

Na Bolsa, a atenção tende a se concentrar especialmente em empresas com participação estatal, como Banco do Brasil ( BBAS3 ) e Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ), enquanto setores mais dependentes da atividade doméstica e do crédito podem enfrentar maior pressão.

Varejistas, construtoras e companhias mais alavancadas são apontadas entre as mais vulneráveis em um cenário de juros elevados.

Por outro lado, exportadoras podem encontrar alguma proteção na valorização do dólar frente ao real.

Leia mais: Abstenção cai para 19,21% no 2º turno e atinge menor nível desde 2006 Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital, vê uma reação ainda mais intensa dos mercados.

Segundo ele, a Bolsa pode abrir a semana sob forte pressão vendedora, com possibilidade de queda superior a 5% do Ibovespa e até risco de acionamento do circuit breaker caso o movimento ganhe força.

Na avaliação do especialista, a alta do dólar e a abertura da curva de juros refletiriam a percepção de continuidade de políticas expansionistas sem um plano considerado crível para estabilizar a dívida pública.

Os segmentos mais afetados seriam varejo, construção civil, bancos voltados ao crédito ao consumidor, companhias de consumo discricionário e empresas ligadas ao mercado de capitais, como corretoras e a B3 ( B3SA3 ).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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