Quem financia o ‘vale da morte’ da inovação em saúde?
O Brasil recolocou a saúde no centro da política industrial.
A Missão 2 da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), fixou a meta de produzir no país 50% das necessidades do SUS em medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos até 2026 e 70% até 2033.
Mas nenhuma meta de produção resolve sozinha o problema que aparece antes da fábrica: mesmo quando uma pesquisa gera uma tecnologia promissora, falta financiamento para atravessar as etapas entre a descoberta e o uso.
O financiamento precisa acompanhar o estágio de desenvolvimento da tecnologia.
Os recursos necessários para uma pesquisa são diferentes daqueles exigidos para validação, produção e incorporação ao sistema de saúde.
Com notícias da Anvisa e da ANS, o JOTA PRO Saúde entrega previsibilidade e transparência para empresas do setor A América Latina investe pouco em P&D, cerca de 0,65% do PIB entre 2017 e 2020, o equivalente a apenas 2,3% do investimento mundial.
E esse investimento é sustentado sobretudo pelo Estado: cerca de 60% do financiamento de P&D na região.
O problema não é só o volume, mas a composição.
O gasto se concentra em pesquisa básica e apoia de forma insuficiente a pesquisa aplicada, justamente a que aproxima a descoberta de um produto.
O capital de risco, que poderia entrar mais adiante, é raro e recuou com força desde o pico de 2021.
O gargalo não está no começo nem no fim do percurso.
O problema está no meio, um trecho que o setor privado tem dificuldade de financiar sozinho.
O intervalo que nenhum dos dois modelos financia O financiamento da ciência se organiza em torno de projetos de pesquisa.
O capital privado procura empresas com perspectiva de crescimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.