Campanhas de Tarcísio e Haddad consultaram mesmo especialista em segurança
Apesar de serem concorrentes na disputa ao governo de São Paulo , as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) têm uma semelhança: ambas equipes consultaram o mesmo especialista em segurança pública, Leandro Piquet .
Pós-doutor em ciência política, Piquet é pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Conselho Gestor da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado.
Ao Metrópoles , o especialista destaca que os candidatos têm focos e preocupações em temas em comum.
“Existem pontos de convergência no debate, com diferenças de como esses pontos serão endereçados, serão enfrentados”, avalia.
“A primeira questão é a infiltração do crime organizado nos negócios lícitos, com a captura de segmentos como combustíveis, a lavagem de dinheiro, as plataformas de jogo.
O crime organizado está se infiltrando nesses negócios e isso representa uma ameaça reconhecida pelos dois lados nesse debate”, diz Piquet.
Outro consenso entre os candidatos na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, de acordo com o consultor, é a necessidade de melhorar a resolução dos crimes no estado .
“São Paulo está muito mal na elucidação de homicídios, e isso também faz com que crimes graves como o feminicídio sejam um pouco investigados e a prevenção e cumprimento de medidas protetivas ao feminicídio são bastante falhas aqui no estado.
Os dois lados reconhece a necessidade de ter agendas específicas para esse tema”, detalha.
Apesar de considerarem soluções diferentes, as campanhas de Tarcísio e Haddad também têm interesse em ações para evitar que o crime organizado avance em São Paulo no controle de territórios , como já ocorre em outros estados, como Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.
Além disso, os candidatos apostam não apenas na integração entre instituições do Estado, assim como entre estado e municípios .
“A gente tem as guardas municipais crescendo, tendo novas atribuições e os Estados precisam ter um papel de coordenação de desenvolvimento de capacidade das guardas.
Precisam avançar no treinamento, precisam avançar na definição de protocolos, precisam ser mais integradas ao sistema de segurança pública”, explica Piquet.
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