Pnad Contínua, varejo nos EUA e pesquisa eleitoral: o que move os mercados
Agenda do mercado: o IBGE divulga os dados da PNAD Contínua de julho, que devem mostrar como o mercado de trabalho brasileiro encerrou o mês (wirestock/Freepik)
Os mercados chegam à sexta-feira, 14, após o Ibovespa amargar a oitava queda consecutiva, em uma sequência rara na história recente da Bolsa brasileira. O índice recuou 0,23% na véspera, 13, aos 167.100,95 pontos, enquanto o dólar avançou 0,25%, a R$ 5,1925.
No exterior, porém, o ambiente foi mais favorável aos ativos de risco após o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos ficar estável em julho e reforçar a percepção de que o Federal Reserve (Fed) não deve elevar os juros em setembro.
Nesta sexta, os investidores voltam as atenções para uma agenda carregada de indicadores nos Estados Unidos, enquanto no Brasil o principal destaque econômico é a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O mercado também acompanha a temporada de balanços, que chega ao último dia para a publicação dos resultados do segundo trimestre, além dos desdobramentos do cenário político.
Às 9h, o IBGE divulga os dados da PNAD Contínua de julho , que devem mostrar como o mercado de trabalho brasileiro encerrou o mês. Em junho, a taxa de desemprego estava em 5,4% .
O dado ganha importância após a decisão do Banco Central sobre os juros. Com a Selic ainda em patamar elevado, os investidores monitoram a atividade e o mercado de trabalho para avaliar o ritmo de desaceleração da economia e os próximos passos da política monetária.
Nos Estados Unidos , o principal indicador da manhã é a pesquisa de vendas no varejo de julho , divulgada às 9h30. Em junho, as vendas cresceram 0,2% na comparação mensal e 6,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O número será observado em conjunto com os dados de inflação divulgados nesta semana. Na quinta-feira, o índice de preços ao produtor (PPI) ficou estável em julho , abaixo da alta de 0,2% esperada pelos analistas. O resultado ajudou a afastar a percepção de que o Fed precisaria elevar os juros em setembro e contribuiu para a alta das bolsas americanas.
Às 11h, a Universidade de Michigan divulga a leitura de julho do sentimento do consumidor , que estava em 50,7 pontos em junho, além das expectativas de inflação. No mês anterior, os consumidores projetavam inflação de 4,6% em um ano e de 3,3% em cinco anos.
Os indicadores ganham peso porque ajudam a medir duas frentes importantes para o Federal Reserve: a força da demanda e a percepção dos consumidores sobre a inflação.
Na madrugada, a agenda internacional traz dados da zona do euro. Às 6h, o Eurostat divulga a primeira estimativa do PIB do segundo trimestre . No primeiro trimestre, a economia ficou estável na comparação trimestral e cresceu 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No mesmo horário, sai a balança comercial da região referente a junho . Em maio, o bloco registrou déficit de 7,8 bilhões de euros.
A França também divulga, às 3h45, a inflação ao consumidor de julho. Em junho, o índice havia recuado 0,3% na margem e acumulava alta de 1,8% em 12 meses.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.