Do TikTok à loja física: como a Sephora acompanha a nova jornada de compra
Cataldo Domenicis, diretor de marketing da Sephora Brasil: "O brasileiro é muito curioso, adora testar e conhecer novas marcas e texturas"
O Brasil ocupa uma posição estratégica no mercado global de beleza . Segundo dados da Euromonitor International, no ano passado o setor de beleza e cuidados pessoais movimentou quase R$ 175 bilhões em vendas no país. O número coloca o Brasil como o terceiro maior mercado de beleza do mundo , atrás apenas de China e Estados Unidos.
É nesse mercado que a Sephora tem o desafio de criar estratégias para conquistar um consumidor cada vez mais orientado por tendências e novas jornadas de consumo . Fundada em 1973, em Paris, a companhia tem hoje mais de 3 mil lojas espalhadas por 35 países, além de uma operação em canais digitais. No Brasil, a empresa atua desde 2012 com marcas nacionais e internacionais.
Para Cataldo Domenicis, diretor de marketing da Sephora Brasil , uma das particularidades do consumidor brasileiro é o alto nível de engajamento nas redes sociais. Segundo o executivo, os brasileiros acompanham de perto tendências que surgem em outros mercados e estão sempre dispostos a experimentar novos produtos.
"O consumidor brasileiro é muito antenado. Nós consumimos muitas redes sociais e somos extremamente engajados. Inclusive, é comum marcas internacionais terem o Brasil no top 5 de regiões que mais as seguem no mundo. Ao mesmo tempo, o brasileiro é muito curioso, adora testar e conhecer novas marcas e texturas. Mas sempre com muita pesquisa", diz o executivo em entrevista ao videocast Marketing Trends , gravado diretamente do Rio Innovation Week , no Rio de Janeiro.
Com mais de 20 anos de experiência em marketing e passagens por setores como saúde, telecomunicações e energia, Domenicis falou sobre tendências de consumo, adaptação de estratégias globais ao mercado brasileiro e os diferentes formatos de consumo.
Embora o debate sobre experiências de marca esteja cada vez mais associado a tecnologias imersivas e novas ferramentas digitais, Domenicis reforça que os pontos físicos ainda funcionam como uma fonte de informação sobre o consumidor.
"Ao contrário do que muitos pensam, a Geração Z, por exemplo, gosta muito de comprar na loja física. Usamos muitas tecnologias para nos apoiar, mas é no ponto de venda físico que entendemos o consumidor na prática."
Isso não significa, no entanto, que a jornada de compra não está mais complexa. O modelo tradicional de uma sequência única — descoberta, consideração e compra — já é bem diferente.
"Aquela jornada de compra única já não funciona mais. Hoje, o cliente está presente em muitas plataformas ao mesmo tempo: ele pesquisa antes de comprar, vai para a inteligência artificial para buscar informações e reviews, mas também frequenta o site e a loja física. Para o profissional de marketing, o segredo é entender esse novo comportamento e testar muito para conseguir entregar a personalização que o consumidor tanto espera", avalia.
A velocidade das tendências é um dos principais desafios do setor de beleza, especialmente com trends surgindo o tempo todo em plataformas como o TikTok .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.