Ouro fecha em alta com recompra de títulos pelo Tesouro dos EUA
O contrato mais líquido do ouro chegou a disparar cerca de 3% nesta quarta-feira (19), ultrapassando os US$ 4.500 e chegando no maior nível desde junho.
O movimento ocorre em razão de um anúncio inesperado do Tesouro americano sobre a recompra de títulos, o que acabou derrubando os rendimentos dos Treasuries e o dólar, dois aspectos que tendem a dar suporte aos preços do ouro.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 2,82%, a US$ 4.545,30 por onça-troy.
A prata para setembro avançou 2,79%, a US$ 65,82 por onça-troy.
O Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta manhã que está dobrando o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos de cupom nominal de prazo mais longo – de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos.
O tamanho máximo atual de US$ 2 bilhões por operação será de, pelo menos, US$ 4 bilhões por operação, segundo a pasta.
Leia Mais Governo prevê US$ 90 bi de superávit comercial em 2026, diz ministro Preocupações do Fed com inflação aumentaram na reunião de julho, mostra ata Inflação americana fica moderada e pode adiar alta de juros do Fed O economista-chefe e estrategista global da Euro Pacific Asset Management (EPAM), Peter Schiff, alertou que a decisão do Tesouro irá disparar a inflação americana.
“O Tesouro anunciou que comprará mais Treasuries de longo prazo que investidores privados não querem mais segurar, para tentar interromper a alta dos rendimentos.
O dinheiro que pagará por isso ultimamente será criado pelo Federal Reserve (Fed), o que mandará a inflação nas alturas.
É por isso que o ouro sobe US$ 125 com a notícia”, escreveu.
O Citi aponta que o principal custo dessa estratégia é uma moeda americana mais fraca.
“Consequentemente, esperamos que os investidores saiam de estratégias de inclinação da curva à medida que o receio de desvalorização cambial diminui, e estamos adicionando uma posição comprada em ouro”, afirma o banco.
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