Com disparada do dólar, ações de exportadoras escapam da sangria na bolsa
As ações das empresas exportadoras negociadas na B3, a bolsa brasileira, destoam da sangria registrada no pregão desta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os papéis são sustentados pela disparada de mais de 10% da cotação do dólar frente ao real, movimento que favorece companhias com receitas provenientes do exterior.
Por volta de 11h30, o principal destaque de alta era a Suzano (SUZB3), que saltava mais de 8%.
No mesmo setor de papel e celulose, a Klabin (KLBN11) registrava avanço mais comedido, de 0,7%.
As duas companhias têm uma parcela relevante de suas receitas vinculada ao mercado internacional, já que a celulose é uma commodity negociada em dólar.
Assim, a valorização da moeda americana aumenta o valor, em reais, das vendas realizadas no exterior.
A diferença no desempenho das ações também reflete características próprias de cada empresa, como a composição das receitas, os custos e o endividamento.
No segmento de mineração e siderurgia, a Vale (VALE3), maior peso do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, e uma das ações mais negociadas nesta segunda-feira, subia mais de 5%.
A mineradora é outra beneficiária da alta do dólar, uma vez que grande parte de sua produção de minério de ferro é destinada ao mercado internacional, especialmente à China, com preços referenciados na moeda americana.
A Embraer (EMBR3), fabricante de aeronaves que atende companhias aéreas e clientes de diferentes países, avançava 6,5%.
Já a WEG (WEGE3), fabricante de motores elétricos e equipamentos industriais com operações internacionais, subia 4,5%.
Por que essas empresas sobem enquanto a bolsa cai? A diferença está, principalmente, na origem das receitas.
Empresas exportadoras recebem uma parcela significativa de seu faturamento em dólar, mas divulgam seus resultados financeiros em reais.
Quando a moeda americana se valoriza, cada dólar recebido passa a representar uma quantia maior em moeda brasileira, o que pode favorecer o faturamento e as margens de lucro.
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