A tragédia de Ana María Saavedra, a jovem que perdeu as duas irmãs e os pais no terremoto na Colômbia
Equipes buscam sobreviventes do terremoto na Colômbia Ana María Saavedra Caicedo, de 23 anos, perdeu tudo no terremoto que atingiu o oeste da Colômbia em 10 de agosto: o prédio onde morava com os pais e as duas irmãs, em Cali, desabou, deixando-a como a única sobrevivente de seu núcleo familiar.
Nas últimas horas, soube-se que os socorristas haviam retirado dos escombros o corpo sem vida de Isabella, a última das trigêmeas Saavedra Caicedo a ser localizada.
"Agora todas as nossas forças estão voltadas para Ana María", escreveu nas redes sociais Diana March Espinosa, prima do pai das irmãs.
"Ela sobreviveu a esta tragédia e hoje enfrenta a perda dos pais, das duas irmãs e do tio." Os corpos dos pais, Blanca Victoria Caicedo e John Jairo Saavedra, haviam sido encontrados anteriormente, abraçados entre os escombros.
O corpo de Sofía, a terceira das irmãs, também havia sido localizado.
As trigêmeas Isabella, Sofía e Ana María (da esq. para a dir.) eram inseparáveis, segundo familiares CRÉDITO, @JSAAVEDRA55 NO INSTAGRAM A família também perdeu no terremoto Diego Caicedo, irmão de Blanca.
Ana María permanece sob observação médica depois de ser submetida a uma cirurgia por lesões na pélvis.
Sua história comove os colombianos, que, com o passar dos dias, compreendem melhor a dimensão da tragédia que tiveram de enfrentar nesta semana.
Leia também: A desesperada busca por sobreviventes na Colômbia: 'Cada vez que anunciam uma pessoa com vida, espero ser meu irmão' Uma tragédia familiar A tragédia da família Saavedra começou a ser conhecida quando o corpo de Sofía foi encontrado sob os escombros do edifício Maria Alvira, no setor de Cuarto de Legua, em Cali.
Depois, os socorristas encontraram os corpos de Blanca Victoria e John Jairo, os pais das meninas, abraçados entre os escombros.
Segundo contou Diana March Espinosa, prima do pai das trigêmeas, a veículos de imprensa nos Estados Unidos, a maneira como eles foram encontrados reflete o amor que sentiam um pelo outro.
"Esse amor era imensurável, e prova disso é que morreram juntos, abraçados", disse.
Ele contou que as irmãs eram inseparáveis.
"As trillis, sempre as três juntas." Segundo vários familiares, as três eram tão apegadas que chegaram a estudar a mesma graduação para não precisar se separar na universidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.