Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF
A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) ocorreu em meio à mais grave crise enfrentada pela Corte em tempos democráticos, motivada pelo aumento do desgaste institucional e pela desconfiança pública.
O estopim da tensão é a avaliação do relatório da Polícia Federal (PF) referente a 52 mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro , dono do Banco Master , ao ministro Alexandre de Moraes , nas semanas anteriores à sua prisão por suspeita de comandar a maior fraude ao sistema financeiro do país.
A expectativa central girava em torno da possibilidade inédita de a Corte autorizar uma investigação formal contra um de seus próprios integrantes.
Entretanto, o plenário encerrou os trabalhos sem qualquer decisão de mérito sobre a abertura do processo contra Moraes.
Os ministros limitaram-se a debater uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que propunha unificar o caso com o processo envolvendo o ministro André Mendonça — pautado para o próximo dia 23.
O caso discute se Mendonça atuou de forma ilegal ao solicitar à Polícia Federal (PF) o relatório sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.
Antes do início das deliberações, os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques declararam-se impedidos para julgar o caso.
Durante a votação sobre a unificação das pautas, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Flávio Dino manifestaram-se favoráveis à análise conjunta, o que adiaria a discussão do mérito.
Em contrapartida, o presidente da Corte, Edson Fachin, votou por manter deliberações separadas, sendo acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
O julgamento acabou suspenso por um pedido de vista de Dino.
Como o pedido ocorreu antes da conclusão, a manifestação do ministro a favor da unificação não foi oficialmente computada, mantendo o placar parcial em 4 a 3 pela separação dos processos.
Com a interrupção, Dino tem até 90 dias corridos para devolver a matéria ao plenário, fazendo com que, na prática, a sessão tenha terminado sem nenhuma definição efetiva.
A reação ao julgamento no STF O desfecho frustrado da sessão provocou reações imediatas entre candidatos à presidência e lideranças políticas, que criticaram a paralisação do processo.
Renan Santos (Missão) classificou o resultado como uma "pizza horrorosa" e realizou uma transmissão ao vivo comendo o alimento para simbolizar sua indignação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.