Por que o ESG não vai morrer
Já decretaram várias vezes a morte do ESG (boas práticas ambientais, sociais e de governança), mas o interesse continua aceso e vem se expandindo por meio de normatizações e publicações.
As informações sobre sustentabilidade continuam a ser um dos temas principais na agenda mundial corporativa, embora as empresas enfrentem uma espécie de “montanha russa regulatória” sobre informações relativas à sustentabilidade.¹ Este ditado popular emprega o sobe e desce do brinquedo disputado dos parques de diversões, sendo que subir a montanha é uma forma de avançar e descer, equivale a decair, numa oscilação da normatização.
Guimarães Rosa, no conto “A Terceira Margem do Rio”², nega essa verticalidade.
Não há subida, nem descida para o escritor — há uma corrente que segue, indiferente.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas No conto, o pai constrói uma canoa, rema e fica lá no meio do rio, recusando tanto a margem de onde veio quanto a que teria diante de si.
É o ir e vir levado ao paradoxo máximo: um movimento que não vai a lugar nenhum, porque já chegou ao único lugar que importava — o próprio entremeio – a terceira margem, que pode sempre ser recriada.
Podemos entender que o ESG está nesse novo ponto, de rompimento com a lógica binária e criação de um caminho novo.
Atualmente, seria difícil para uma empresa ignorar a economia de energia e água, suas emissões de Gases de Efeito Estufa, diversidade e inclusão, condições dignas de trabalho, relações com seus stakeholders, os direitos humanos, governança ética, data protection, conselho administrativo diverso, entre outros indicativos.
Nesse novo ponto, os relatórios ESG, obrigatórios ou voluntários, são importantes.
Tornou-se impossível ignorar as preocupações climáticas, por exemplo.
Durante quase uma década, a sustentabilidade corporativa foi tratada nos discursos públicos e nos relatórios institucionais como uma espécie de intenção moral das empresas.
Tinha um tom de idealização.
Falava-se em propósito, em legado, em transformação do mundo.
Essa fase, que podemos chamar de “romantizada” cumpriu um papel histórico importante: ajudou a colocar o tema na agenda de conselhos de administração que, até então, o ignoravam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.