O cerco contra o grupo de Canella e Rueda no Rio
O Ministério Público Eleitoral do Rio mudou de posição não apenas sobre a candidatura de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, como também sobre a do seu principal aliado, Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo.
O procurador Flávio Paixão de Moura Júnior pede agora à Justiça Eleitoral que o registro da candidatura de Canella a deputado estadual seja indeferido, em manifestação parecida com a de Rueda, que tenta se eleger a deputado federal com voto dos fluminenses.
A justificativa do procurador é uma suposta ligação dos dois com lideranças de milícias da Baixada Fluminense.
Canella, inicialmente, seria candidato a senador pelo União Brasil, com apoio do PL.
Mas ele se viu obrigado a recuar do plano ao ser preso, em julho, pela Polícia Federal com um fuzil no carro, dentro da sexta fase da Operação Unha e Carne.
A ação mirava um esquema de lavagem de dinheiro usando postos de combustíveis e com participação de políticos.
Ele passou quatro dias na prisão.
Além da tentativa do MP Eleitoral de barrar a dobradinha Canella-Rueda, após diligências ordenadas pela Corte Eleitoral, a campanha dos dois sofreu, nesta terça-feira, 22, novo baque, com a prisão pela PF do vereador do Rio Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, o Jorge Canella (União Brasil).
Ele é ligado ao ex-prefeito de Belford Roxo e acabou sendo alvo dos agentes federais na sétima fase da Operação Unha e Carne, em um desdobramento da investigação sobre seu padrinho político.
Em endereço na Barra, policiais encontraram dois fuzis e uma submetralhadora em desacordo com a previsão legal, o que levou à prisão em flagrante do vereador.
Ele fazia intensa campanha para Rueda e Canella, usando até a foto dos dois em seu perfil no Instagram.
Continua após a publicidade Pedido de indeferimento Na manifestação enviada ao TRE do Rio sobre a candidatura de Canella, o MP Eleitoral trata de uma possível vinculação “político-administrativa e eleitoral estável e ontemporânea” do candidato com dois personagens que atuariam como chefes de organização criminosa.
Eles são identificados como Fábio Augusto de Oliveira Brasil (o Fabinho Varandão) e Luiz Eduardo Santos de Araújo.
Os dois tiveram candidaturas indeferidas em 2024 pelo Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) por envolvimento com milícias armadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.